Na quarta-feira, dia 14 de janeiro, a partir das 18h30 (de Brasília), o futuro do São Paulo começa a ser definido com a votação do impeachment do presidente Julio Casares, no Morumbis.
Mas como funciona esse processo? O que precisa para o mandatário ser destituído? E o que acontece se o impeachment for aprovado? E se não for? O ge explica abaixo:
De acordo com o Artigo 112 do Estatuto Social do São Paulo Futebol Clube, o presidente é afastado preventivamente se dois terços dos conselheiros votarem a favor da destituição.
Atualmente, são 255 conselheiros. Portanto, Julio Casares só deixará a presidência, inicialmente, se 170 forem a favor do impeachment. A votação é secreta e ocorre presencialmente.
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Caso a votação a favor do impeachment não atinja 170 conselheiros, Julio Casares continua no cargo e se mantém na presidência até o fim do seu mandato, previsto para o fim de 2026.
Em caso de aprovação do impeachment de Julio Casares, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, deverá convocar uma Assembleia Geral em até 30 dias.
Nesse período, Casares ficaria afastado, e o vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assumiria o comando do clube até que os sócios, na votação convocada por Ayres, também votassem.
Julio Casares, presidente do São Paulo, em entrevista ao ge — Foto: Bruno Giufrida
Na votação dos sócios, basta maioria simples, com diferença mínima, para que o impeachment seja aprovado. Nesse caso, Julio Casares é destituído definitivamente do cargo de presidente.
O vice-presidente Harry Massis Junior, então, assumiria o mandato de Casares até dezembro de 2026. A votação que definirá o novo presidente para o triênio 2027/28/29 será no fim do ano.
O que acontecerá com o pedido de impeachment de Julio Casares, presidente do São Paulo?
Caso os sócios não confirmem o desejo da maioria do Conselho Deliberativo, Julio Casares continua no cargo e se mantém na presidência até o fim do seu mandato, previsto para o fim de 2026.
Ainda não há candidatos confirmados para o pleito do fim do ano, que vai definir o presidente do Tricolor para as próximas três temporadas.
Harry Massis Junior, vice-presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli
Conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação de reunião extraordinária para discutir o impeachment de Julio Casares.
O documento foi registrado pelo grupo que reúne membros da oposição do São Paulo, o Salve o Tricolor Paulista, com a assinatura também de 13 pessoas de situação.
A pressão em Casares aumentou com a reportagem do ge que revelou exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados.
Diretores do São Paulo tinham esquema de venda ilegal de ingressos de camarote
Em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar de um esquema para uso ilegal de um camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025.
Enquanto o caso ganhava destaque, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto atuando em algumas frentes de investigação, uma delas sobre supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares.
A Polícia Civil investiga, por exemplo, a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar a razão de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.
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