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Guia do Gauchão 2026: Monsoon muda escudo, dono e todo o elenco e aposta em Paulo Baier

Novidades no Gauchão: Monsoon treina no litoral e busca reformulação

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 13:41 · Atualizado há 1 semana
Guia do Gauchão 2026: Monsoon muda escudo, dono e todo o elenco e aposta em Paulo Baier
Foto: Reprodução / Arquivo

Novidades no Gauchão: Monsoon treina no litoral e busca reformulação

Caçula do Gauchão, o Monsoon passou por uma mudança radical para a edição deste ano. Do escudo ao dono, o clube deixou para trás tudo que se conhecia. De Dubai no escudo, passou a ostentar Capão da Canoa, sede no litoral. O mascote deixou de ser o trovão e passou a ser um tubarão. Com projetos ousados do novo dono, o clube aposta em Paulo Baier.

Depois da permanência garantia no ano passado, o Monsoon ficou em vias de não disputar o Gauchão. Assolado por dívidas feitas na gestão anterior, havia a possibilidade real do clube não jogar o estadual. Vitor Hugo Manique, goleador do Gauchão em 2008 e novo dono do clube, assumiu com a missão de reestruturar a equipe.

Recebeu apenas uma folha A4 com o CNPJ do Monsoon e só. Passou a buscar jogadores e formar um grupo do zero. Foram 33 contratações feitas, além do acerto com um velho conhecido para o comando. Paulo Baier já havia trabalhado com Manique e os sócios no Próspera, de Santa Catarina, e será o condutor da equipe.

O dirigente evitou fincar um objetivo apenas de permanecer na primeira divisão gaúcha. A ideia é conseguir a melhor campanha possível. O clube treina desde o dia 27 de novembro na estrutura do Caponense, em Capão da Canoa, mas mandará os jogos no estádio Francisco Novelletto, do São José, em Porto Alegre. No ano passado, o Monsoon disputou o quadrangular do rebaixamento, mas se livrou da queda na última rodada.

Vitor Hugo fala sobre a ida do Monsoon à Capão da Canoa, mudança escudo e planos futuros

Nomes conhecidos no cenário do Gauchão estarão no clube. O zagueiro Ricardo Thalheimer, por exemplo, tem longa história no estadual com a camisa do São Luiz e estará na defesa do Monsoon. O elenco mudou completamente do estadual passado e tem 33 jogadores já confirmados.

– A gente está fazendo o máximo possível com o mínimo de investimento para montar um time forte, competitivo. Que eles entendam que não é no Monsoon que eles vão ficar ricos, mas é no Monsoon que eles podem ter a chave da próxima porta de uma grande oportunidade que pode acontecer – explicou Manique ao ge.

Franco Medina, peruano do Monsoon no Gauchão — Foto: Divulgação/Peru

A última contratação foi o lateral-direito Franco Medina, peruano de 26 anos com passagem pelas seleções de base e convocado para os Jogos Pan-Americanos de 2019.

– Sempre tive o sonho de atuar no futebol brasileiro e vou ter essa oportunidade com a camisa do Monsoon. Sei que é um clube novo e que já mostrou a sua força permanecendo entre os melhores do estado ano passado – comentou Medina.

Foram três vitórias em três compromissos. No primeiro duelo, no Estádio do Caponense, em Capão da Canoa, a equipe bateu o Novo Hamburgo por 1 a 0, com gol de Vinícius Garcia. Na sequência, superou o Sindicato dos Atletas por 1 a 0. O último amistoso ocorreu no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, onde venceu o Caxias por 1 a 0, com gol de Yuri Bigode.

Um dos nomes mais conhecidos é o centroavante Caio Rangel, formado no Flamengo e com passagem pela Chapecoense. O jogador de 29 anos tem experiência no Cagliari, na Itália, e no Arouca, de Portugal, e é aposta de qualidade no setor ofensivo.

Luan e Matheus Cândido também são citados como atletas com potencial para se destacar. O dono do clube também revelou que aposta no lateral-direito Jhoiner Asprilla, colombiano que atuou no América de Cali. Vitor Hugo comparou o atleta a Edenilson, atualmente no Grêmio, e ex-companheiro do dirigente no Caxias.

O condutor do Monsoon será Paulo Baier. Gaúcho e natural de Ijuí, o ex-meia tem conhecimento e já disputou a competição dentro de campo. Agora, irá para a primeira experiência no estadual como treinador. Em Santa Catarina, ajudou na ascensão do Próspera, que chegou à primeira divisão e à Série D.

– Ele é um cara campeão, um cara super simples, trabalhador também. Ele cobra demais, inclusive os mais novos, que são as sementes do clube, que a gente já está querendo começar a plantar a partir desse ano. Ele não é um cara que abandona, ele vê erros da gurizada mais nova e corrige – explicou Vitor Hugo.

– Ele é um cara vencedor, que nem tu falou, ele tem uma aura de vencedor e quem está do lado dele e não entender isso vai ficar para trás, sem dúvida.

Paulo Baier em treino do Monsoon — Foto: William Ramos/RBS TV

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