Veja os destaques do dia 4 de testes da F1 2026 em Barcelona
A espera está cada vez mais próxima do fim: resta menos de um mês para o retorno da F1, em 8 de março. Antes, porém, a categoria promove outras duas rodadas de testes de pré-temporada, que ganham graus ainda mais elevados de importância com o novo regulamento dos carros e motores. As sessões vão de 11 a 13 de fevereiro, e 18 a 20 do mesmo mês, e o ge explica como tudo funciona!
Vista do Circuito de Sakhir, palco do GP do Bahrein e da pré-temporada da F1 — Foto: Joe Portlock - Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Este não será o primeiro contato dos pilotos com seus novos carros. No fim de janeiro, entre os dias 26 e 30, a F1 promoveu um shakedown fechado para a imprensa no Circuito de Barcelona-Catalunha, na Espanha. Dez das 11 equipes participaram; a Williams, com atrasos no projeto do carro, ausentou-se.
O objetivo desta segunda sessão e do terceiro teste, no fim de fevereiro, é permitir que as equipes tenham mais condições para se adaptarem às mudanças no regulamento. A própria F1 divulgou imagens dos carros na pista, além de entrevistas e resumos do dia; mas, não houve tantos detalhes adicionais.
O que se sabe é que a Mercedes completou a maior quilometragem, com 500 voltas ao longo dos cinco dias, e Lewis Hamilton anotou a melhor volta da semana com a Ferrari.
Lewis Hamilton testa SF-26, carro da Ferrari, na pré-temporada de Barcelona em 2026 — Foto: Divulgação/Ferrari
O Circuito de Sakhir, que também sedia o Grande Prêmio do Bahrein, abrirá suas portas mais uma vez para a pré-temporada da F1 em 2026. O país no Golfo Pérsico recebe os testes desde a temporada 2021.
O sportv3 fará a transmissão das atividades - na primeira semana, a última hora diária de treinos será exibida. Já na segunda semana, o canal mostra ao vivo a segunda sessão de cada dia, das 9h às 13h (de Brasília). Além de cobrir os resultados na íntegra, o ge.globo também acompanhará em tempo real.
Circuito de Sakhir, no Bahrein — Foto: Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images
McLaren: Lando Norris e Oscar PiastriMercedes: George Russell e Andrea Kimi AntonelliRed Bull: Max Verstappen e Isack HadjarFerrari: Lewis Hamilton e Charles LeclercWilliams: Alexander Albon e Carlos SainzRacing Bulls: Liam Lawson e Arvid LindbladAston Martin: Fernando Alonso e Lance StrollHaas: Esteban Ocon e Oliver BearmanAudi: Gabriel Bortoleto e Nico HulkenbergAlpine: Pierre Gasly e Franco ColapintoCadillac: Valtteri Bottas e Sergio Pérez
Vale lembrar que, em caso de necessidade, as equipes podem acionar seus pilotos reservas para as sessões. Um exemplo mais recente foi a participação do brasileiro Felipe Drugovich na pré-temporada de 2023; o paranaense, na época reserva da Aston Martin, foi convocado para substituir Lance Stroll após o canadense sofrer um acidente de bicicleta dias antes dos testes em Sakhir.
Há muito o que observar na pré-temporada de 2026, do grid aos carros em si. O campeonato que está por vir terá como calouro apenas o jovem Arvid Lindblad, de apenas 18 anos. Ele estreará pela Racing Bulls, mas não será a única adição ao plantel da F1.
Valtteri Bottas e Sergio Pérez, veteranos com anos de experiência nas pistas, retornam com a 11ª e mais nova equipe da categoria: a americana Cadillac.
Carro Audi na pista durante o Barcelona Shakedown — Foto: Divulgação/Audi/F1
Os testes também servirão para observar o desempenho da Audi; oriunda da Sauber, a marca alemã fará sua estreia na F1 representada pelo brasileiro Gabriel Bortoleto, que chega ao seu segundo ano na elite do automobilismo na Europa ao lado de Nico Hulkenberg.
Também haverá mudanças técnicas nas equipes: a Red Bull e a Racing Bulls estrearão com motores da americana Ford. A Aston Martin, agora chefiada por Adrian Newey (ex-projetista da Red Bull), usará as unidades de potência da Honda pela primeira vez, e a Alpine, dará início à parceria com a Mercedes.
O grande chamariz da pré-temporada, de fato, será o novo regulamento técnico. Como ele mudará os carros e motores da F1? As mudanças incluem a redução no tamanho dos veículos, que também estarão 30 kg mais leves; até as rodas também ficarão mais estreitas e pesarão um pouco menos. As asas dianteiras e traseiras ficaram menores - a da frente agora abre, sob comando dos pilotos.
Veja funcionamento da nova asa dianteira do carro da F1 2026, nos testes de Barcelona
Dentre as diversas novidades, os carros contarão ainda com um novo sistema de recuperação de energia (ERS) que será recarregado por meio da frenagem e de outras táticas de pilotagem; um botão de potência extra (boost mode), e outro botão de ultrapassagem, que fornecerá mais um impulso temporário na hora de disputas.
Embora alguns pilotos possam já ter acesso aos seus carros novos ainda na fase de preparação para a temporada, é nos testes oficiais que eles são submetidos a reproduções das condições que vão encarar nas corridas e classificações ao longo do ano.
Os testes também servem para confirmar se tudo está funcionando como esperado nos veículos, e realizar a famosa correlação - comparar dados obtidos por meio de simuladores e o túnel de vento, com o que é analisado nas pistas de verdade.
Aero rake na McLaren de Oscar Piastri, na pré-temporada da F1 2025 — Foto: Mark Sutton - Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Esses dados são obtidos por meio de análises de desempenho dos carros em voltas de classificação, no ritmo de corrida, com tanque cheio ou vazio, e com cada um dos três tipos de pneus de pista seca disponibilizados pela F1.
Além dos próprios sistemas computadorizados, as equipes também coletam dados por meio de dispositivos como o aero rake (uma grade presa ao carro com microsensores), e usando uma tinta fluorescente (o flow vis) que analisa como o ar percorre o carro - verificando, assim, o funcionamento da aerodinâmica dos veículos.
Por essa razão, as voltas mais rápidas em cada sessão não necessariamente representam o patamar em que as equipes estarão. A programação de cada dia, a escalação ou o número de voltas fica por conta das equipes - que podem optar usar um, ou dois de seus pilotos, ou até mesmo ausentar-se em algum momento.
Flow vis vermelho na Williams de Carlos Sainz, na pré-temporada da F1 2025 — Foto: Clive Mason/Getty Images
Embora seja difícil fazer previsões nos testes, neles é possível deduzir se alguma equipe apresentará uma boa confiabilidade em seu projeto, ou se alguma inovação aerodinâmica não deu certo. As avaliações dadas pelos pilotos e chefes no decorrer dos dias também servem como termômetro.
A Mercedes representa dois casos marcantes no histórico mais recente da F1: em 2020, a equipe alemã surpreendeu ao introduzir na pré-temporada um sistema batizado de DAS, que alinhava manualmente as rodas da frente com o volante. A novidade foi banida no ano seguinte.
Ângulo lateral do W13, carro da Mercedes na F1 2022, em pré-temporada no Bahrein — Foto: Lars Baron/Getty Images
Em 2022, o time tentou inovar com os zeropods, saídas de ar laterais mais estreitas, mas o conceito não rendeu como esperado e a equipe conquistou só uma vitória naquele campeonato.
O ano também foi marcado pelo porpoising, que chamado de efeito golfinho, refere-se à movimentos verticais causados pela aerodinâmica do assoalho dos carros. Ele foi observado pela primeira vez nos testes de pré-temporada e deu muita dor de cabeça - e nas costas - aos pilotos, até ser sanado nos anos seguintes.
Depois dos testes de pré-temporada, as equipes retornam às fábricas com tudo que puderam aprender nas sessões e fazem os ajustes necessários para assegurar que estejam em ordem para a estreia do campeonato; neste ano, a F1 começa em 8 de março com o GP da Austrália. Veja o calendário completo.
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