O mercado de veículos continua em expansão. Mas os dirigentes do setor se dizem preocupados com as vendas dos próximos meses em razão da alta do juros e do IOF. Em maio, foram licenciados 225,6 mil veículos, uma alta de 16,21% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
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No acumulado do ano, o crescimento alcançou 6,08%, num total de 985,9 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3), pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), que representa os concessionários e apura as informações junto aos órgãos de trânsito.
Boa parte do crescimento nas vendas foi puxada pelos veículos leves. Os licenciamentos dos carros e comerciais leves registraram aumento de 17,05%. Apesar do bom resultado, o mercado cresceu, em grande parte, por conta dos faturamentos diretos, de empresas que estão em processo de renovação de suas frotas, segundo disse, por meio de nota, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.
“O desempenho do mercado automotivo em maio foi positivo, mesmo diante de um cenário macroeconômico nacional desafiador, que trouxe alta das taxas de juros e aumento do IOF” , destacou o dirigente. Segundo ele, esses fatores “estão preocupando e podem comprometer as projeções da Fenabrave ao longo do ano”. A entidade estima, para 2025, um mercado de 2,6 milhões de automóveis e comerciais leves, o que representaria um aumento de 5% na comparação com 2024.
Preocupações com resultados dos próximos meses
“Estamos preocupados com os resultados dos próximos meses”, destacou o presidente da Fenabrave. Por outro lado, afirma o Arcelio Junior, “há dados positivos, como o crescimento do PIB no primeiro trimestre, atrelado ao agronegócio, e a desaceleração da inflação”.
Já o segmento de caminhões apresentou retração de 5,01%. Segundo Arcelio Junior, os transportadores estão inseguros em relação à economia, incluindo setores como o agronegócio e a construção civil. “O mercado de caminhões vem enfrentando um ambiente desafiador, impactado pelo aumento da Selic, IOF e pelo encarecimento do crédito. Este é o segundo mês seguido de queda nos emplacamentos após um início de ano de recuperação”, disse o dirigente.