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Vacina nacional contra a dengue será válida para os quatro sorotipos, diz Nísia | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/02/2025 às 13:46 · Atualizado há 1 hora
Vacina nacional contra a dengue será válida para os quatro sorotipos, diz Nísia | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que a vacina de produção nacional contra a dengue será válida para todos os sorotipos da doença. O imunizante, em parceria entre o Instituto Butantan e a empresa Wuxi, foi lançado em nesta terça-feira em cerimônia no Palácio do Planalto.

Ela disse, no entanto, que o projeto visa a imunização da população a partir de 2026 de pessoas entre 2 e 59 anos.

"Não é, portanto, neste momento. A gente espera em dois anos vacinar toda a população elegível", explicou a ministra. "Por enquanto, os idosos não vão poder tomar a vacina. Porque quando se cria uma vacina, a gente tem que ter cuidado com os idosos. [...] Com isso, nós teremos possibilidade de vacinar a população brasileira dentro do que for determinado pela Anvisa. Isso é um fato único no mundo até agora."

No evento, foram lançadas também parceiras para a produção de vacinas contra a Influenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronqueolite.

No caso da Influenza, explicou a ministra, "o alvo é a gripe aviária". Mas o imunizante não será aplicado. Mas trata-se de uma "vacina de preparação" para possíveis variações e mutações do vírus que possam causar uma pandemia. A estimativa da instalação de uma capacidade produtiva de 30 milhões de doses por ano.

Em relação à vacina contra o VSR, uma parceria entre a Pfizer e o Butantan deverá permitir a fabricação de 8 milhões de doses por ano, evitando 28 mil internações anuais de bebês, disse Nísia.

No evento, a ministra também anunciou uma parceria entre a Fiocruz e a empresa Biomm para fabricação nacional da insulina Glargina. A produção do Insumo Farmaco Ativo (IFA) será na planta da Fiocruz em Eusébio (CE). A produção poderá atingir 70 milhões de unidades anuais ao final do projeto, segundo a ministra.

"A insulina hoje é um grande desafio no mundo, com risco constante de desabastecimento", disse Nísia no evento. "Então é para essa população [diabética] que a pareceria foi feita."

Nisia Trindade — Foto: Julia Prado/MS

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