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UE espera assinar 'em breve' o acordo comercial com o Mercosul

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Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 12:19 · Atualizado há 1 semana
UE espera assinar 'em breve' o acordo comercial com o Mercosul
Foto: Reprodução / Arquivo
A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira (5) que os países da Europa avançaram nas negociações para aprovar o acordo comercial com os países do Mercosul. A porta-voz da União Europeia, Paula Pinho, não confirmou a data de 12 de janeiro, que vinha sendo citada como possível para a assinatura do acordo com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No entanto, afirmou que as conversas estão bem encaminhadas e que o bloco europeu segue confiante em fechar o acordo em breve. A Comissão Europeia planejava selar o pacto que cria a maior zona de livre comércio do mundo em dezembro de 2025. A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira (5) que os países da Europa avançaram nas negociações para aprovar o acordo comercial com os países do Mercosul e que a assinatura deve acontecer em breve, segundo informações da agência France Presse. A porta-voz da União Europeia, Paula Pinho, não confirmou a data de 12 de janeiro, que vinha sendo citada como possível para a assinatura do acordo com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No entanto, afirmou que as conversas estão bem encaminhadas e que o bloco europeu segue confiante em fechar o acordo em breve. A Comissão Europeia planejava selar o pacto que cria a maior zona de livre comércio do mundo em dezembro de 2025. O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola, deixando para janeiro o encerramento do processo. Após a notícia do adiamento no mês passado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que um número suficiente de Estados-membros da União Europeia apoiará o acordo comercial entre o bloco e o Mercosul para que ele seja aprovado. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem a inclusão de novas salvaguardas para os agricultores franceses. A França é hoje o principal foco de resistência ao tratado dentro do bloco europeu. “Quero dizer aos nossos agricultores, que expressam a posição francesa desde o início, que consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado”, declarou Macron. Ele antecipou que a França se oporá a qualquer “tentativa de forçar” a adoção do pacto comercial com o bloco sul-americano. Já a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país pode apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, desde que sejam atendidas as preocupações levantadas pelos agricultores italianos. “O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que forem dadas as respostas necessárias aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser resolvido rapidamente”, declarou. Enquanto a França mantém resistência, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado politicamente no ano passado com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Alemanha, Espanha e países nórdicos avaliam que o tratado pode ajudar a compensar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos europeus e reduzir a dependência em relação à China, ao ampliar o acesso a minerais e novos mercados. “Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, declarou o chanceler alemão. A aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia depende do aval do Conselho Europeu, que exige apoio da maioria dos países do bloco e da maior parte da população europeia, o que torna essa fase a mais sensível politicamente. Embora a resistência se concentre no agronegócio, o acordo vai além da área agrícola e envolve também indústria, serviços, investimentos e propriedade intelectual, o que garante apoio de outros setores. O Brasil segue otimista: Lula disse que a Itália não é contra o tratado e que a resistência vem da pressão de agricultores, mas acredita que o país deve aderir ao acordo. Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França — Foto: Antoine Schibler/Unsplash De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Como é prisão onde Maduro está detido em Nova York: 'Inferno na Terra' ANÁLISE: Trump atropelou a coerência ao optar pela vice de Maduro O que mudou na rotina de cidade brasileira na fronteira com a Venezuela Tentativa de assalto a caminhão termina com 6 mortos no Paraná Veículo tombou sobre uma van após ser abandonado por criminosos. Anvisa libera aplicação de polilaminina em pacientes com lesão na medula

Fonte: Agências

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