O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que a farmacêutica Pfizer aceitou oferecer descontos por seus medicamentos sob prescrição. Os descontos, aponta o republicano, serão de 50% a 100%, possibilitando que os consumidores americanos paguem preços mais baixos.
Em coletiva de imprensa na Casa Branca, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, afirmou que a companhia não estará sujeita às tarifas farmacêuticas da "Seção 232" se transferir a produção para os EUA durante um período de carência de três anos.
Bourla, por sua vez, afirmou que há o compromisso de produzir no país.
Segundo Trump, outros fabricantes devem anunciar outros acordos para redução de preços. As empresas que não firmarem algum tipo de negociação estará sujeita a tarifas.
Os medicamentos com desconto serão vendidos pelo Medicaid, um programa de saúde social dos Estados Unidos e que é destinado às famílias de baixa renda. A Casa Branca planeja lançar o site TrumpRx para que os consumidores possam comprar os remédios.
Tarifas sobre medicamentos
Na quinta-feira (25), Trump anunciou uma alíquota de 100% sobre todas as importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados, com uma exceção para empresas que já tenham iniciado a construção de fábricas em território americano.
O presidente americano informou ter enviado cartas a 17 das principais empresas farmacêuticas em julho, dizendo para que cortassem os preços dos medicamentos para igualar os pagos no exterior – uma política que chama de preços de nação mais favorecida.
Ele pediu que respondessem com compromissos vinculativos até 29 de setembro. A Pfizer é a primeira empresa a anunciar um acordo com o governo americano.