Os Estados Unidos podem aumentar as tarifas sobre a Índia caso Nova Déli não atenda à exigência de Washington de limitar as compras de petróleo russo, afirmou no domingo o presidente americano, Donald Trump, intensificando a pressão sobre o país do sul da Ásia em meio ao impasse nas negociações comerciais.
“(O primeiro-ministro Narendra) Modi é um cara legal. Ele sabia que eu não estava feliz e que era importante me deixar satisfeito”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.
“Eles fazem comércio, e podemos aumentar as tarifas sobre eles muito rapidamente”, acrescentou Trump, ao ser questionado sobre as compras indianas de petróleo russo.
O Ministério do Comércio da Índia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
As declarações de Trump ocorrem após meses de negociações comerciais, depois que os Estados Unidos dobraram, em 2025, as tarifas de importação sobre produtos indianos para 50%, como punição pelas elevadas compras de petróleo russo.
Os mercados indianos reagiram negativamente nesta segunda-feira. O índice de ações de tecnologia da informação .NIFTYIT caiu cerca de 2,5%, o menor nível em mais de um mês, diante da preocupação dos investidores de que o agravamento das tensões comerciais possa atrasar ainda mais um acordo entre EUA e Índia.
O senador republicano Lindsey Graham, aliado próximo de Trump e que viajava com o presidente, afirmou que as sanções americanas contra empresas petrolíferas russas, somadas às tarifas mais altas sobre a Índia, ajudaram a conter as importações indianas de petróleo.
Graham apoia uma proposta de lei que prevê tarifas de até 500% para países como a Índia que continuam comprando petróleo russo.
“Se você compra petróleo russo barato, está mantendo a máquina de guerra de Putin funcionando”, disse ele, acrescentando que “estamos tentando dar ao presidente a capacidade de fazer essa escolha difícil por meio de tarifas”.
Segundo Graham, as medidas adotadas por Trump foram o principal motivo para a Índia passar a comprar “substancialmente menos petróleo russo”.
Especialistas em comércio, no entanto, alertam que a postura cautelosa de Nova Déli pode enfraquecer sua posição. Ajay Srivastava, fundador do instituto de pesquisas Global Trade Research Initiative, afirmou que as exportações indianas já enfrentam uma tarifa americana de 50%, sendo 25% diretamente relacionadas às compras de petróleo bruto russo.
Embora as refinarias indianas tenham reduzido as importações após as sanções, Srivastava observou que as compras não cessaram completamente, deixando o país em uma “zona cinzenta estratégica”.
“A ambiguidade não funciona mais”, disse ele, defendendo que a Índia declare de forma clara sua posição sobre o petróleo russo. Srivastava alertou que mesmo uma paralisação total das compras pode não encerrar a pressão dos EUA, que poderia se estender a outras exigências comerciais, enquanto tarifas mais altas aumentariam o risco de perdas ainda maiores nas exportações.
Em outro episódio recente, a Índia adotou um tom diplomático cauteloso após os Estados Unidos capturarem, no sábado, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, limitando-se a pedir diálogo, sem mencionar diretamente Washington.
Apesar das tarifas elevadas, as exportações indianas para os EUA cresceram de forma significativa em novembro de 2025, embora os embarques tenham recuado mais de 20% entre maio e novembro daquele ano. Enquanto busca fechar um acordo comercial com Washington, o governo indiano passou a exigir das refinarias divulgações semanais sobre as compras de petróleo russo e americano, em resposta às preocupações dos EUA.
Modi conversou com Trump pelo menos três vezes desde a imposição das tarifas. Em dezembro de 2025, o secretário de Comércio da Índia reuniu-se com autoridades comerciais americanas, mas as negociações continuam sem um desfecho.
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Fonte: Agências