Ao explicar a hemorragia cerebral do presidente da República, Rogério Tuma, um dos cirurgiões da equipe que deu entrevista sobre seu estado de saúde na manhã da terça-feira (10) no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, havia dado a senha: “Esse é um tipo de complicação comum, principalmente em pessoas de maior idade. Á vezes, nem lembra da queda e o hematoma pode aparecer meses depois. Como fizemos o acompanhamento, percebemos que o hematoma aumentou”.
Hoje, a jornalista Monica Bergamo, confirmou um desdobramento que havia sido sugerido como possível, ainda que não de maneira clara. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará por novo procedimento para interromper o fluxo de sangue em uma região de seu cérebro para impedir sangramentos como aquele que enfrentou esta semana. A informação foi confirmada em novo boletim médico da tarde desta quarta-feira (11).
No boletim médico, foi escolhida uma linguagem para demonstrar que este novo procedimento era previsto: “Como parte da programação terapêutica, fará complementação de cirurgia com procedimento endovascular”.
Este segundo procedimento é menos invasivo do que o primeiro, quando foi colocado um dreno para descomprimir o hematoma. Pela urgência em descomprimir a hemorragia, optou-se por fazer esse procedimento num segundo momento. Na entrevista coletiva, porém, além de Rogério Tuma, nenhum dos médicos sinalizou esta possibilidade.