Ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira afirmou nesta quinta-feira (03) que todos os ministros têm responsabilidade sobre a "impopularidade" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu governo, apontada pelas pesquisas de opinião.
Ele foi questionado sobre o tema após um evento promovido pela Secom para divulgar as ações da gestão petista. E demonstrou contrariedade com os jornalistas, que o questionavam sobre o mau desempenho de Lula nas pesquisas em vez de fazer perguntas sobre o evento e as realização do governo.
"Eu acho até engraçado que a gente fez um ato aqui, que é importante de a gente falar das ações do governo. Acho que a gente deveria se concentrar nisso, vocês estão preocupados com popularidade. Mas a gente pode até abordar isso", afirmou. "Não tem nada de eu me isentar de impopularidade, zero. Eu acho que impopularidade tem a responsabilidade de todos os ministros, todas as áreas. Área política, gestão, comunicação, todo mundo. E que isso já vem de um período."
Sidônio foi contratado após Lula demonstrar publicamente insatisfação com o trabalho do antecessor, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Muitos atribuíam os baixos índices de aprovação de Lula e do governo a falhas na comunicação, algo que Lula expressou em um evento do PT em dezembro, ao afirmar que o governo se comunicava mal.
Marqueteiro da campanha do presidente em 2022, Sidônio promoveu mudanças na equipe e na linguagem das redes sociais. Também partiu dele a ideia de que Lula fizesse os anúncios no evento desta quinta-feira em um discurso lido, em vez do usual improviso que é marca o petista.cEntretanto, apesar da mudança na Secom, a popularidade de Lula despencou em todas as pesquisas nos últimos meses.
"O meu trabalho não é discutir popularidade do presidente e do governo. O meu trabalho, essencialmente, é informar a população sobre isso e demonstrar essas ações", disse Sidônio. "Eu estou ministro para demonstrar para a população, informar todas as ações de governo e que ela pode utilizar isso. Quanto à opinião da população sobre o governo, se acha isso, ou diz isso, ou aquilo, aí não é questão de a gente ficar definindo. O meu trabalho é informar. Se todo mundo estiver bem informado, eu acho que eu estou cumprindo o meu trabalho."
Sidônio também rechaçou alegações de que o ato desta quinta-feira, um grande compilado das ações do governo nos últimos dois anos, fosse um evento "eleitoreiro".
"Acho que é uma leitura errada. Porque, na realidade, o principal objetivo do evento é divulgar as ações do governo", afirmou. "Eu, como ministro, não penso em campanha política. Eu penso em ações de governo."
Na mais recente pesquisa de avaliação do governo, divulgada ontem, a Genial/Quaest mostrou que a desaprovação à gestão Lula aumentou sete pontos percentuais desde janeiro e chegou a 56% da população. É o maior percentual de desaprovação registrado na série histórica do levantamento sobre a gestão Lula, realizada pelo instituto desde abril de 2023. A aprovação caiu de 47% para 41%.
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