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Títulos da dívida da Venezuela disparam após captura de Maduro pelos EUA

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Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 12:32 · Atualizado há 5 horas
Títulos da dívida da Venezuela disparam após captura de Maduro pelos EUA
Foto: Reprodução / Arquivo
Títulos da dívida da Venezuela dispararam nesta segunda-feira (5), após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana. No sábado, forças americanas realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na detenção de Maduro e em sua transferência para os EUA. . O episódio levou investidores a apostar em uma possível mudança política no país — o que reacendeu expectativas de que a Venezuela possa, no futuro, renegociar suas dívidas com credores internacionais. Os papéis emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal petrolífera PDVSA chegaram a subir até 8 centavos de dólar no início do pregão europeu, o que representa uma valorização de cerca de 20% em um único dia. Analistas avaliam que ainda pode haver espaço para novas altas. Os títulos da dívida da Venezuela — papéis emitidos pelo governo para captar recursos no mercado, com promessa de pagamento futuro acrescido de juros — dispararam nesta segunda-feira (5), após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana. No sábado, forças americanas realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na detenção de Maduro e em sua transferência para os EUA. O episódio levou investidores a apostar em uma possível mudança política no país — o que reacendeu expectativas de que a Venezuela possa, no futuro, renegociar suas dívidas com credores internacionais. Os papéis emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal petrolífera PDVSA chegaram a subir até 8 centavos de dólar no início do pregão europeu, o que representa uma valorização de cerca de 20% em um único dia. Analistas avaliam que ainda pode haver espaço para novas altas. Em relatório a clientes, o JPMorgan destacou que os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025 e que poderiam registrar novos ganhos logo na abertura dos mercados nesta segunda-feira. A Venezuela está em situação de “default” desde 2017 — termo usado quando um país deixa de pagar suas dívidas dentro do prazo acordado. Desde então, seus títulos são negociados a preços muito baixos, refletindo o alto risco de calote. Mesmo assim, esses papéis tiveram o melhor desempenho global no ano passado, quase dobrando de valor, em meio ao aumento da pressão política e militar dos EUA sobre o governo Maduro. No total, os títulos do governo venezuelano e da PDVSA que entraram em default somam cerca de US$ 60 bilhões em valor original. Porém, quando se incluem outras obrigações externas — como dívidas adicionais da PDVSA, empréstimos feitos diretamente com outros países e indenizações determinadas por tribunais internacionais —, o passivo total da Venezuela pode chegar a algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao; foto de 22/04/2018 — Foto: Andres Martinez Casares/Reuters De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Como é prisão onde Maduro está detido em Nova York: 'Inferno na Terra' ANÁLISE: Trump atropelou a coerência ao optar pela vice de Maduro O que mudou na rotina de cidade brasileira na fronteira com a Venezuela Tentativa de assalto a caminhão termina com 6 mortos no Paraná Veículo tombou sobre uma van após ser abandonado por criminosos. Anvisa libera aplicação de polilaminina em pacientes com lesão na medula

Fonte: Agências

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