“Existe uma materialidade na natureza da atividade, que é transformar insumos em produtos. Então a presença física humana é importante. É muito coerente que a área de produção seja a menos utilizada para o teletrabalho”, comenta o gerente de pesquisas temáticas do IBGE, Flávio José Marques Peixoto.
Nas áreas de comercialização (85,7%) e desenvolvimento de projetos de produtos, processos e serviços (71,4%), os percentuais de empresas que adotaram o teletrabalho foram altos, mas inferiores à taxa na parte de administração.
Indústria farmacêutica, de bebidas, de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos foram os que mais usaram o home office. Na indústria farmacêutica, chegou a 83,6%. Já nas áreas de confecção (28,3%), de artigos de couro (25,9%) e de produtos de fumo (21,2%) foram os segmentos nos quais o trabalho presencial continuou preponderante.
Outros recortes da pesquisa mostram que 48,6% das empresas investigadas usaram internet das coisas, 27,7% recorreram à robótica , 23,4% adotaram a análise de big data e 16,9%, inteligência artificial (16,9%).