Maior e principal fabricante de armas no Brasil, a Taurus divulgou lucro atribuído aos sócios controladores de R$ 33,16 milhões no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 8,9 milhões apresentado um ano antes.
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Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela retomada da produção e das vendas, além de maior rentabilidade bruta. Também foi atribuído ao resultado o controle de despesas e, em especial, à reversão do resultado financeiro, que passou a ser positivo em função da menor pressão cambial.
A receita líquida da companhia somou R$ 402,4 milhões, queda de 1,33% na comparação anual, quando foi de R$ 407,9 milhões. O segmento de armas e acessórios respondeu pela maior fatia da receita total do segundo trimestre: 90,7%, o equivalente a R$ 364,8 milhões.
Os Estados Unidos mantiveram a maior participação como destino dos produtos da empresa, com 77,1% do total da receita do segmento, embora em patamar inferior ao verificado em trimestres anteriores. As exportações para outros países e as vendas no mercado interno alcançaram níveis equivalentes no trimestre, com R$ 41,6 milhões e R$ 41,8 milhões, respectivamente.
O resultado antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 49,2 milhões, queda de 14,9% em relação ao segundo trimestre de 2024. A Taurus afirma que o aumento das despesas operacionais, que atingiram R$ 114,4 milhões, contribuiu para o resultado.
As despesas financeiras, por sua vez, caíram para R$ 40,6 milhões, ante R$ 83,9 milhões no mesmo período do ano passado. A dívida líquida somou R$ 607,8 milhões, alta de 77,7%. A alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, foi de 3,23 vezes.
“Impacto severo a ser enfrentado”
A Taurus informou que foram vendidas 260 mil armas no segundo trimestre. Nos Estados Unidos, as vendas somaram 216 mil unidades, com redução de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A companhia avalia como “impacto severo a ser enfrentado” a tarifa de 50% imposta pelo governo americano ao Brasil. Antes, a companhia já enfrentava tarifa de importação de 10% para armas curtas, o que, segundo ela, foi absorvida “integralmente sem repasse imediato aos preços no mercado local”.