O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse acreditar que o Brasil esteja “maduro” para desenvolver uma "solução criativa" para a evolução dos gastos com programas sociais. A declaração foi feita durante o painel “Cenário Econômico 2026”, na CEO Conference Brasil 2026, fórum promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Assim como o governo FHC [Fernando Henrique Cardoso] legou uma série de programas que depois puderam ser organizados de uma maneira inovadora, com vantagens, entendo, olhando para o orçamento, que o Brasil esteja maduro para uma solução criativa. Esse desenho vai ter que ser desenhado e validado com candidatos
— disse Haddad.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê quase R$ 300 bilhões para programas na área social, uma alta nominal de 3,6%. De acordo com Haddad, o país talvez esteja em uma situação que permita uma nova arquitetura do ponto de vista do dispêndio assistencial. Para ele, a discussão sobre renda básica caminha no sentido de unificar programas sociais, reunindo-os em uma única iniciativa.
Ao comentar o cenário externo, Haddad afirmou que a percepção de estrangeiros sobre o Brasil tem sido “significativamente melhor” do que a avaliação interna. Segundo ele, o país tende a se tornar destino de investimento estrangeiro em função da reforma tributária e das características estruturais da economia brasileira.
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