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Sem apoio para anistia, partido de Bolsonaro 'desiste' de líderes e 'flexibiliza' obstrução na Câmara | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/04/2025 às 12:19 · Atualizado há 4 dias
Sem apoio para anistia, partido de Bolsonaro 'desiste' de líderes e 'flexibiliza' obstrução na Câmara | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse nesta quinta-feira (3) que o partido mudou a estratégia para pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. De acordo com ele, a legenda passou a coletar assinaturas individuais dos parlamentares e não mais buscar o apoio formal dos líderes partidários.

A mudança reflete a falta de apoio da anistia entre os principais líderes. De forma reservada, alguns dizem que até são favoráveis ao projeto, mas entendem que o momento não é o ideal. “O presidente Hugo pediu para os líderes não assinarem (o pedido de urgência para a votação do texto), então estamos mudando a estratégia e vamos em busca de 257 assinaturas”, disse Cavalcante aos jornalistas.

O número representa a maioria absoluta na Câmara, mas não garante que o projeto seja incluído na pauta. Com os 257 nomes, um requerimento poderá ser protocolado para avisar ao presidente que o texto está pronto para ser votado. Motta, no entanto, não é obrigado a colocar a matéria em votação. Segundo Cavalcante, foram obtidas 163 assinaturas até agora.

Os líderes entendem que o projeto deveria ser discutido em uma comissão especial, o que é rechaçado pelo PL, partido de Jair Bolsonaro. Os correligionários do ex-presidente alegam que a comissão serviria apenas para postergar uma decisão e, ao cabo, enterrar a anistia. Já lideranças do Centrão entendem que o tema é complexo e merece um debate mais aprofundado.

Outra estratégia adotada pelo PL para forçar a anistia também está sendo flexibilizada. No início da semana, o partido anunciou que entraria em obstrução total, ou seja, deixaria de participar das comissões e das votações em plenário. O plano não funcionou e agora a ideia é participar apenas de atividades do interesse da legenda.

Um exemplo são as comissões temáticas que vão deliberar sobre o pagamento de emendas parlamentares nas áreas de saúde, turismo e agricultura. Segundo o líder, obstruir essas atividades poderia contrariar deputados e prejudicar a coleta de assinaturas pela anistia. Na quarta-feira (2), o PL se viu obrigado a votar favoravelmente ao projeto da reciprocidade, defendido pelo agronegócio.


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