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Se eu permanecesse na Fazenda, manteria meta de inflação em 3%, diz Haddad

Em meio às discussões no PT sobre a possibilidade de alteração da meta de inflação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, caso permanecesse no...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 11:40 · Atualizado há 2 dias
Se eu permanecesse na Fazenda, manteria meta de inflação em 3%, diz Haddad
Foto: Reprodução / Arquivo

Em meio às discussões no PT sobre a possibilidade de alteração da meta de inflação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, caso permanecesse no comando da Pasta, manteria o centro em 3%. Atualmente, a meta inflacionária é de 3%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Por outro lado, Haddad defendeu a autonomia do partido para debater os temas que considerar pertinentes. “Você não vai conseguir, em uma democracia, calar um partido, sobretudo democrático como o PT. Vão existir muitas vozes”, afirmou durante o painel “Cenário Econômico 2026”, na CEO Conference Brasil 2026, fórum promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo, nesta terça-feira (10).

Quando se está no governo, é preciso olhar um conjunto de variáveis de forma integrada, o que muitas vezes gera constrangimentos reais que precisam ser observados para não causar disfuncionalidades. Essas decisões são muito delicadas, como foi a mudança do calendário para a meta contínua

— acrescentou.

Ao avaliar suas decisões na Pasta relacionadas à inflação, Haddad afirmou que elas foram colegiadas e tomadas, na maioria das vezes, por consenso entre os membros do CMN. “Estou muito confortável com as decisões que tomei [à frente da Fazenda]”, disse.

Na última sexta-feira (6), o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução na qual defende a redução da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, e a revisão da meta de inflação, fixada em 3% para este ano. No caso da inflação, o partido argumenta que o controle de preços deve ser compatibilizado com crescimento econômico, geração de empregos, fortalecimento do investimento público e ampliação das políticas sociais. Em relação à Selic, o PT afirma que o atual patamar dos juros é “restritivo e incompatível” com as necessidades do desenvolvimento econômico do país.

Questionado sobre sua saída da Pasta, Haddad afirmou que não há data definida para deixar o comando do Ministério da Fazenda. De acordo com o ministro, ele ainda está finalizando projetos importantes, inclusive junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Imaginei que esta seria uma das minhas últimas aparições como ministro da Fazenda. Mas, ontem, estive com o presidente Lula em um café da manhã, que ainda me pediu uma ‘saideira’, e vou atender ao presidente

— disse Haddad. O ministro, no entanto, não detalhou quais seriam os pedidos feitos por Lula.

O ministro não confirmou se acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem oficial à Índia, prevista para ocorrer entre 17 e 21 de fevereiro. Segundo ele, sua participação na comitiva presidencial ainda “não está certa”.

Ao comentar a agenda internacional do governo, Haddad afirmou que há uma viagem marcada e que o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, pode acompanhar o presidente em visita a Washington, nos Estados Unidos. “Ele [Lula] não falou de mim propriamente, mas a Fazenda certamente vai estar [na comitiva para aos EUA, onde Lula deve encontrar o presidente Donald Trump]”, afirmou.

O ministro afirmou ainda que tem mantido conversas frequentes com o presidente Lula sobre seu futuro político. “Eu tenho uma posição, mas não vou deixar de ouvir o presidente”, disse Haddad, ao evitar responder diretamente a uma pergunta sobre seu futuro político. “Eu e Lula somos duas pessoas que se querem bem e estamos evoluindo nas conversas”, acrescentou.

Questionado sobre uma eventual disputa eleitoral de Lula contra o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP) ou contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PSD), Haddad avaliou que, para o eleitorado bolsonarista, pouco importa quem será o representante do grupo.

O fenômeno do bolsonarismo é muito curioso do ponto de vista político-eleitoral, porque há uma transferência de voto quase independente do candidato. É assim que vejo. Transferência de voto existe, mas, dessa forma, é algo muito único

— completou ele.

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Ao avaliar suas decisões na Pasta relacionadas à inflação, Haddad afirmou que elas foram colegiadas e tomadas, na maioria das vezes, por consenso entre os membros do Conselho Monetário Nacional (CMN)

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