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Salários devem estagnar em 2026, mas empresas apostam em benefícios para reverter insatisfação

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 29/11/2025 às 03:00 · Atualizado há 41 minutos
Salários devem estagnar em 2026, mas empresas apostam em benefícios para reverter insatisfação
Foto: Reprodução / Arquivo

Benefícios viram aposta contra insatisfação no trabalho, aponta pesquisa
A expectativa de um aumento salarial em 2026 será verdade para poucos. Exclusivamente uma em cada cinco empresas pretende oferecer reajustes reais no próximo ano, segundo o Guia Salarial 2026, elaborado pela Michael Page.
O oferecido revela um impasse: enquanto as empresas buscam preservar a saúde financeira, os profissionais mostram insatisfação crescente com os salários, pressionando o mercado por alternativas que sustentem o engajamento.
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O levantamento aponta que 45% das empresas não planejam levantar salários além dos reajustes obrigatórios, diante de os 30% do ano anterior. A contenção reflete um envolvente econômico de incertezas e de procura por mais eficiência.
"Estamos vivendo um momento multíplice, tanto sítio quanto global. A prioridade das empresas é manter a saúde do caixa, com foco totalidade na sustentabilidade imediata", explica Lucas Oggiam, diretor executivo da Michael Page.
Ele ressalta que conceder aumento real representa um compromisso permanente no dispêndio fixo, o que leva muitas empresas a agir com cautela e observar o mercado antes de resolver.
Essa postura não é isolada. Nos últimos 12 meses, 59% dos profissionais não tiveram aumento, e só 5% afirmam estar muito satisfeitos com a remuneração atual.
A insatisfação afeta diretamente o engajamento: exclusivamente 16% dizem estar muito satisfeitos com o trabalho, enquanto 38% estão pouco satisfeitos e 35% relatam qualquer nível de insatisfação.
Benefícios ganham protagonismo
Com pouco espaço para reajustes, os pacotes de benefícios tornam-se estratégicos. Segundo a pesquisa, 55% dos entrevistados veem esses itens porquê essenciais para atrair e reter talentos.
Bônus, projecto de saúde, sustento e previdência privada estão entre as principais prioridades, seguidos por programas de capacitação e desenvolvimento.
“O duelo é edificar pacotes que realmente façam diferença para os colaboradores, sem comprometer a competitividade”, afirma Ricardo Basaglia, presidente da Michael Page no Brasil.
➡️ A lógica é clara: benefícios têm custos variáveis e menor impacto tributário, além de responder às demandas crescentes por flexibilidade.
Para os profissionais, essa combinação tem peso relevante. Embora 42% dos candidatos considerem necessário ter benefícios flexíveis, a verdade ainda está longe disso: 48% das empresas oferecem pacotes padronizados, sem personalização.
Essa intervalo pode afetar o engajamento e levantar a rotatividade, sobretudo em setores mais competitivos.
Oggiam reforça que, embora benefícios não substituam totalmente o salário, eles contribuem para levantar o nível de satisfação.
“Empresas mais estruturadas buscam entender as reais necessidades das pessoas e aplicam políticas que funcionem para seu pessoal (...) flexibilidade é um exemplo disso”, diz.
projecto de saúde, sustento e previdência privada lideram as prioridades de trabalhadores
Marcello Par Jr/Sucursal Brasil
Escassez de talentos
O estudo aponta outro duelo: 73% das empresas têm dificuldade para contratar profissionais qualificados. E a demanda vai além do conhecimento técnico: 88% das companhias valorizam habilidades comportamentais, porquê lucidez emocional, pensamento crítico e adaptabilidade.
Essa mudança reforça a premência de programas de desenvolvimento. Mas, embora 60% das empresas declarem oferecer capacitação, exclusivamente 28% dos profissionais dizem utilizar esse mercê.
Sobre o quadro de funcionários, 49% das empresas querem mantê-lo fixo, enquanto 44% planejam contratar com aumentos moderados, geralmente de até 10%. O movimento é precatado, voltado ao desenvolvimento sustentável e ao controle de custos.
Outro ponto relevante é o protótipo de trabalho. Mesmo com a popularização do home office e do protótipo híbrido, o estudo aponta que o presencial integral ainda predomina em 42% das empresas.
O protótipo híbrido aparece em segundo lugar, com 44% de adesão, refletindo a procura por estabilidade entre produtividade, redução de custos e qualidade de vida, sem furar mão da cultura organizacional.
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