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Rubio se reunirá com líderes da Dinamarca, na próxima semana, para discutir Groenlândia

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse, nesta quarta-feira (7), que se reuniria com líderes da Dinamarca, na próxima semana, mas não sinalizou ne...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 17:20 · Atualizado há 5 dias
Rubio se reunirá com líderes da Dinamarca, na próxima semana, para discutir Groenlândia
Foto: Reprodução / Arquivo

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse, nesta quarta-feira (7), que se reuniria com líderes da Dinamarca, na próxima semana, mas não sinalizou nenhum recuo em relação ao objetivo do presidente Donald Trump de assumir o controle da Groenlândia. Enquanto isso, aliados alarmados, incluindo a França e a Alemanha, estavam trabalhando em um plano sobre como responder às ameaças.

A tomada militar pelos EUA da ilha ártica, rica em minerais, de um aliado de longa data, a Dinamarca, enviaria ondas de choque através da aliança da Otan e aprofundaria a divisão entre Trump e os líderes europeus.

Em Washington, Rubio disse que se reuniria com os líderes dinamarqueses na próxima semana e que Trump manteve a opção de abordar seu objetivo por meios militares.

como diplomata, que é o que sou agora, e no que trabalhamos, sempre preferimos resolver as coisas de maneiras diferentes -- inclusive na Venezuela

— Ainda assim, , disse Rubio aos repórteres quando perguntado sobre se os EUA estavam dispostos a colocar em risco a Otan com uma tomada forçada da Groenlândia.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que uma possível compra da Groenlândia pelos EUA estava sendo ativamente discutida por Trump e sua equipe de segurança nacional.

Todas as opções estão sempre na mesa do presidente Trump... a primeira opção do presidente sempre foi a diplomacia

— disse Leavitt em coletiva.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, disse que o assunto seria abordado em uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia no final do dia.

Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus

— disse ele na rádio France Inter.

trabalhando em estreita colaboração com outros países europeus e com a Dinamarca sobre os próximos passos em relação à Groenlândia

— Uma fonte do governo alemão disse separadamente que a Alemanha estava .

os dinamarqueses ainda têm que comunicar aos seus aliados europeus que tipo de apoio concreto desejam receber

— Falando sob condição de anonimato, uma autoridade sênior europeia disse que a Dinamarca precisa liderar os esforços para coordenar uma resposta, mas .

A Groenlândia está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a tornou um local essencial para o sistema de defesa contra mísseis balísticos dos EUA durante décadas. Sua riqueza mineral também se alinha com a ambição de Washington de reduzir a dependência da China.

Líderes de grandes potências europeias e o Canadá se uniram em apoio à Groenlândia nesta semana, dizendo que a ilha ártica pertence ao seu povo, depois que Trump renovou as ameaças de tomar o território.

Johannes Koskinen, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Parlamento da Finlândia, pediu que a questão fosse levantada na Otan.

avaliar se algo precisa ser feito e se os Estados Unidos devem ser colocados em conformidade, no sentido de que não podem ignorar planos acordados conjuntamente para perseguir suas próprias ambições de poder

— Os aliados da Otan deveriam , disse ele.

A próxima reunião do Conselho do Atlântico Norte está marcada para quinta-feira (8). O presidente do Conselho da UE, António Costa, disse que a União Europeia apoiaria a Groenlândia e a Dinamarca quando necessário e não aceitaria violações do direito internacional, independentemente de onde ocorressem.

Obviamente, há uma vontade política real, dadas essas declarações conjuntas dos líderes políticos

— disse à Reuters Andreas Osthagen, diretor de pesquisa do Fridtjof Nansen Institute, com sede em Oslo.

Trata-se de solidariedade política, mas também de autopreservação, pois todos os países ocidentais desejam manter o princípio da soberania do Estado.

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