O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a companhia e o governo federal têm uma "agenda muito convergente" em relação ao que ambos gostariam de fazer. "Tem um diálogo muito fluido por estarmos muito alinhados nessa agenda", disse Pimenta a jornalistas, depois de evento em Carajás sobre investimentos de R$ 70 bilhões da empresa nas operações na região. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Tenho dedicado tempo a explicar nossa estratégia, onde a gente quer investir", acrescentou o executivo, para quem a relação com o governo tem avançado muito bem.
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Para Pimenta, a empresa não mudou suas diretrizes, mas, hoje, dá mais clareza na interlocução com o governo no que diz respeito ao que é estrategicamente importante. Além disso, explicou, a Vale acelerou algumas agendas, como a exploração de cobre.
O executivo ressaltou que o aumento do foco no cobre é relevante dentro de um mundo que persegue a descarbonização e frisou que, independentemente das discussões políticas, o avanço da descarbonização "veio para ficar".
O executivo disse ainda que, no caso do níquel há desafios devido ao excesso de oferta da Indonésia, mas destacou a elevada qualidade da produção da companhia em suas minas de níquel no Brasil é no Canadá. Ele também ressaltou que a empresa não tem estudos sobre a ligação ferroviária entre a ferrovia Norte-Sul e Vila do Conde, no Pará. (*O repórter viajou a convite da Vale)