Manifestantes voltaram a realizar nesta terça-feira (6) um protesto contra a combalida economia do Irã, com as forças de segurança usando gás lacrimogêneo para dispersar o grupo que se reuniu no Grande Bazar de Teerã. Até agora, a violência na repressão movimento matou 35 pessoas. Mais de 1.200 foram presas, segundo organizações de direitos humanos.
O protesto no Grande Bazar, há séculos o coração da vida econômica e política do Irã, representa o mais recente sinal de que as manifestações continuarão, enquanto a moeda do país, o rial, atingiu uma nova mínima histórica hoje.
A situação tende a piorar, já que o Banco Central do Irã reduziu drasticamente as taxas de câmbio subsidiadas para o dólar que oferecia a importadores e produtores no país.
Isso provavelmente fará com que comerciantes repassem nos próximos dias o aumento de preços aos consumidores, que já estão irritados com a inflação e com o custo de vida no país, afetado pelas sanções internacionais devido ao seu programa nuclear.
O presidente reformista do Irã, Masoud Pezeshkian, ao ordenar uma investigação governamental sobre um incidente envolvendo os protestos, sinalizou, por sua vez, que a crise pode estar rapidamente escapando ao controle das autoridades.
Não devemos esperar que o governo lide com isso tudo sozinho
— disse Pezeshkian em um discurso transmitido na TV. "O governo simplesmente não tem essa capacidade."
No Grande Bazar, os manifestantes se sentaram em uma das passagens diante das forças de segurança, enquanto lojas próximas fechava, segundo vídeos divulgados nas redes sociais e testemunhas.
Manifestantes repetiram o ato de se sentar diante da polícia em protestos em outras partes do país, após uma foto que viralizou mostrar um homem sentado sozinho diante das forças de segurança.
À medida que as sanções se intensificaram e o Irã enfrentou dificuldades devido à guerra de 12 dias contra Israel em junho, o rial entrou em colapso, com o dólar sendo negociado a 1,4 milhão de rials. Hoje, a cotação era de 1,46 milhão por dólar.
Antes da Revolução Islâmica, em 1979, a moeda local era amplamente estável, com o rial negociado a cerca de 70 por dólar. Na época do acordo nuclear do Irã com as potências mundiais em 2015, a cotação era de 32 mil rials por dólar.
Se não tomarmos decisões realistas, nós mesmos empurraremos o país para a crise e depois reclamaremos das consequências
— Em seu discurso, Pezeshkian atribuiu a desvalorização à inflação, às sanções e a outros problemas, alertando que tempos difíceis ainda estão por vir. , disse ele.
A Human Rights Activist News Agency, com sede nos EUA, divulgou que ao menos 35 pessoas morreram nas manifestações. Segundo a entidade, 29 manifestantes, quatro crianças e dois integrantes das forças de segurança do país acabaram mortos nos protestos. As manifestações já se espalharam por mais de 250 localidades e por 27 das 31 províncias do Irã.
O aumento do número de mortos traz consigo a possibilidade de intervenção americana. O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã na última sexta-feira que viria "ao socorro" dos manifestantes se Teerã usasse da violência para reprimir a onda de protestos.
os desordeiros devem ser colocados em seu devido lugar
— O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, disse no sábado que .
Embora ainda não esteja claro como e se Trump irá intervir, seus comentários provocaram uma reação imediata e furiosa, com autoridades da teocracia ameaçando atacar tropas americanas no Oriente Médio.
Os comentários ganharam nova importância após os militares dos EUA capturarem no sábado o presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de longa data de Teerã.
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