O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, defendeu que o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul seja finalizado logo, depois de mais de duas décadas de negociação entre os blocos. A declaração foi dada nesta segunda-feira (18) em entrevista coletiva, durante a cúpula de chefes de Estado do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo.
“Temos que finalizar o acordo de livre comércio com o Mercosul”, disse Scholz.
O acordo está travado, no entanto, por conta, sobretudo, da França. O país do presidente Emmanuel Macron tem adotado uma postura mais protecionista em favor do setor agrícola francês e, por isso, se colocado contra a finalização do pacto entre os dois blocos econômicos.
Exigências ambientais são outro empecilho imposto pelo país europeu para fechar o acordo com o Mercosul.
Scholz, por sua vez, fez críticas ao modo em que foram feitas as discussões pelo pacto de livre comércio. Para o alemão, é preciso “abandonar os princípios e a forma como os acordos têm sido negociados [na UE] até agora”.
“Os acordos comerciais foram delegados à União Europeia pelos Estados europeus. Mas não com a intenção de que isso resultasse em menos acordos, mas, sim, em mais”, disse Scholz, pedindo mudanças que possam favorecer mais negócios “exclusivos” ao bloco europeu.
“Eu sou um defensor explícito dos chamados acordos exclusivos da UE”, enfatizou.
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