O GPA registrou um prejuízo consolidado de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre, mais que o triplo das perdas de R$ 303 milhões apresentadas um ano antes. Do total, R$ 737 milhões se referem às operações continuadas e R$ 367 milhões, às operações descontinuadas da companhia.
Em comunicado que acompanha o balanço, o GPA destacou ter avançado em “temas relevantes e estruturantes para o longo prazo” que tiveram um impacto negativo de R$ 385 milhões no resultado. O efeito caixa desses temas está concentrado, principalmente, nos parcelamentos dos acordos tributários, que proporcionaram redução dos valores em discussão, e aos gastos com rescisões no projeto de reestruturação administrativa, que trarão economias estimadas em cerca de R$ 100 milhões em 2025.
Além disso, o resultado foi impactado por temas excepcionais relacionados a provisões tributárias e trabalhistas, totalizando R$ 503 milhões.
Excluindo esses efeitos, o prejuízo líquido das operações continuadas cairia de R$ 737 milhões para R$ 174 milhões, enquanto o das operações descontinuadas passaria de R$ 367 milhões para R$ 43 milhões.
Entre outubro e dezembro, as receitas da companhia avançaram 6,9%, para R$ 5,22 bilhões. As vendas totais somaram R$ 5,6 bilhões, crescimento de 6,3%, sendo que as vendas do Pão de Açúcar foram de R$ 2,82 bilhões, enquanto as vendas das lojas do Extra Mercados foram de R$ 1,82 bilhão. Já vendas das lojas de proximidade ficaram em R$ 619 milhões.
A penetração das vendas do comércio eletrônico em relação à venda alimentar total atingiu 12,2%, representando um incremento de 0,8 ponto percentual em relação ao ano anterior.
O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado do GPA chegou a R$ 498 milhões, alta anual de 25,4%. A margem Ebitda ajustada saiu de 8,1% no quarto trimestre de 2023 para 9,5% no quarto trimestre de 2024.
No trimestre, as despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 961 milhões, estável na comparação anual. No trimestre, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 313 milhões, representando uma piora de 86,2%.
Ao fim de dezembro, a dívida líquida era de R$ 1,39 bilhão, ante a dívida de R$ 2 bilhões reportada no fim de setembro.
As ações da companhia fecharam em queda de 6,69% na B3 nesta terça-feira (18), cotadas a R$ 2,93.
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