A Lojas Quero-Quero, rede de varejo de material de construção, registrou prejuízo líquido de R$ 46 milhões no segundo trimestre, representando uma redução de 18,4% sobre o prejuízo do mesmo período de 2024.
A receita líquida da companhia caiu 29,7% no comparativo anual, para R$ 448,7 milhões, puxada por um forte recuo de 91,8% na receita de serviços prestados, que somou R$ 16,8 milhões no trimestre.
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Apesar do menor faturamento, os números da varejista foram impulsionados pela melhora na linha do resultado financeiro, que ficou positivo em R$ 6,1 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 53,7 milhões há um ano. Isso é explicado por um forte crescimento nas receitas financeiras. Além disso, as despesas operacionais da companhia diminuíram 23,5% em um ano, para R$ 185,4 milhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) chegou a R$ 29 milhões, alta de 143,7% em um ano, com margem de 4,3%, alta de 2,5 pontos percentuais. O Ebitda ajustado, refletindo ajustes relacionados a despesas do plano de opção de compra de ações, efeitos do IFRS-16 e itens não recorrentes (relacionados ao fechamento de oito lojas no semestre), totalizou R$ 2,9 milhões no trimestre, uma queda de 76,9%, explicada pela redução de vendas neste trimestre, em função da alta base de comparação, e o maior custo de capital.
A Quero-Quero inaugurou seis novas lojas de abril a junho, encerrando o trimestre com 579 unidades, crescimento de 3% sobre o mesmo trimestre de 2024.
A companhia encerrou junho com dívida líquida ajustada de R$ 396,5 milhões, ante a dívida de R$ 332,5 milhões apresentada em março. A relação da dívida líquida ajustada sobre o Ebitda foi de 2,0 vez, um aumento em comparação com o indicador de 1,8 vez registrado em março.