Os preços do petróleo e dos alimentos devem cair nos próximos dois anos, devido a um excesso na produção de petróleo, revelou, nesta terça-feira (29), um novo relatório do Banco Mundial sobre os mercados globais de commodities.
Segundo o relatório, o Banco Mundial prevê que a oferta global de petróleo superará a demanda em uma média de 1,2 milhão de barris por dia (bpd), reduzindo os preços de uma média de US$ 80 por barril de Brent, este ano, para US$ 73, em 2025, e US$ 72, em 2026.
O excesso de oferta de petróleo de mais de 1,2 milhão de bpd ocorreu apenas duas vezes: no início da pandemia, quando muitas economias foram fechadas, e na crise asiática de 1998, quando grande parte do extremo oriente sofreu uma recessão econômica.
Conflito no Oriente Médio
A análise revelou que a tendência de queda nos preços do petróleo deste ano -- resultante do aumento da produção, da queda da demanda na China e da transição para a energia limpa -- deve continuar, mesmo que o conflito no Oriente Médio piore.
O efeito colateral da queda no valor do petróleo será a redução do preço médio das commodities globais, incluindo alimentos e metais, para o nível mais baixo em cinco anos. De 2024 a 2026, os preços globais das commodities devem cair quase 10%. Os preços globais dos alimentos devem cair 9% este ano e mais 4% em 2025, antes de se estabilizarem, afirmou o Banco Mundial.
Mesmo assim, os preços gerais das commodities permanecerão 30% mais altos do que estavam nos cinco anos anteriores à crise da covid-19 em 2020, acrescentou o relatório.
Para o Banco Mundial, o relatório proporcionará conforto aos bancos centrais preocupados com o efeito do aumento dos preços na inflação média, permitindo-lhes reduzir as taxas de juros a um ritmo mais rápido do que o esperado anteriormente.
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