A população subocupada por insuficiência de horas no mercado de trabalho brasileiro recuou 3,6% (menos 184 mil), para 4,9 milhões de pessoas, no quarto trimestre de 2024, em relação aos três meses anteriores, informou o IBGE na Pnad Contínua nesta sexta-feira.
Na comparação com o fim de 2023, houve queda de 9% (menos 490 mil pessoas).
Essa baixa influenciou a taxa de subutilização no mercado de trabalho, que ficou em 15,2% no fim de 2024, recuo de 0,4 ponto percentual (p.p.) na comparação com trimestre móvel, encerrado em setembro; e de 2 pontos ante mesmo período em 2023.
A taxa de subutilização é calculada somando a taxa de desemprego à taxa de subocupação e à força de trabalho potencial. Representa a proporção de pessoas que não realizaram busca efetiva por trabalho, mas gostariam de ter um trabalho e estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência.
A população subutilizada somou 17,8 milhões no quarto trimestre de 2024, recuo de 2,3% (menos 415 mil) ante o terceiro trimestre e de 10,9% (menos 2,2 milhões) frente ao último de 2023, e menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em maio de 2015 (17,7 milhões).
O IBGE informou ainda que a população fora da força de trabalho ficou em 66,2 milhões, no quarto trimestre, sem variações significativas nas comparações com o trimestre ou com o ano anterior.
Já população desalentada no mercado de trabalho foi de 3 milhões, estável na comparação com o período até setembro e 12,3% inferior (menos 425 mil pessoas) a igual período em 2023. Os desalentados são pessoas que não estão trabalhando, mas que gostariam de trabalhar e poderiam assumir uma vaga. No entanto, desistem de procurar emprego por diversos motivos.
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