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PL critica operação contra deputado acusado de desvio de verbas e diz que tema tem baixa repercussão financeira | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/10/2024 às 13:11 · Atualizado há 15 horas

O secretário-geral do Partido Liberal, senador Rogério Marinho (RN), criticou a operação realizada pela Polícia Federal contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) por suposto desvio de recursos da cota de gabinete e afirmou que “trata-se de tema com baixa repercussão financeira” e que não deveria ser tratado a dois dias do segundo turno das eleições municipais pelo potencial de atrapalhar as candidaturas de aliados do parlamentar – como o ex-deputado Fred Rodrigues (PL), que disputa o segundo turno em Goiânia.

Para Marinho, a operação de busca e apreensão na residência de Gayer representa “mais uma ação nessa escalada autoritária e parcial de um ministro” do Supremo Tribunal Federal (STF) “contra um espectro político que representa grande parte da população brasileira”. A operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após solicitação da PF para investigar desvios de dinheiro público, da cota parlamentar do deputado.

Marinho disse, em nota que, as notícias publicadas até o momento causam “estranhamento e perplexidade” do Partido com as medidas de busca e apreensão realizadas. “Sem adentrar no mérito, trata-se de tema com baixa repercussão financeira”, afirmou o representante do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Faltam menos de 48 horas para o início das eleições nos municípios que terão 2º turno. E nos parece que faltou razoabilidade, proporcionalidade e prudência na decisão que poderá contaminar o resultado eleitoral do próximo domingo” , criticou Marinho. “O Ministro Alexandre de Moraes, ex-presidente do TSE, sabe da importância da manutenção do equilíbrio de uma competição eleitoral. Por isso o espanto com a decisão!”, escreveu.

Na opinião do parlamentar , a decisão de realizar a operação neste momento “demonstra plena consciência do grande impacto negativo no processo eleitoral” e “bem jurídico protegido deve ser, principalmente, o processo de votação”.

“Não conhecemos os fatos, mas defendemos com muita tranquilidade todo tipo de investigação, respeitados os princípios basilares de uma democracia: o juiz natural, os direitos e garantias fundamentais, a imunidade parlamentar e o devido processo legal” , afirmou Marinho.

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