No painel de encerramento do Conexão Pix, evento promovido pelo Banco Central para marcar o lançamento do Pix Automático, o diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do Banco Central, Renato Gomes, aproveitou para atualizar a agenda de futuros lançamentos no ecossistema Pix. Em novembro deve ser lançado o Pix Parcelado, ou seja, uma operação Pix casada com uma linha de crédito oferecida por uma instituição financeira. Nesse caso, o lojista recebe o valor à vista, mas o cliente parcela aquela compra com o banco, provavelmente pagando juros.
No fim de 2026, ou início de 2027, será lançado o Pix em Garantia. Nesse caso, o lojista pode usar o fluxo futuro de recebíveis no Pix como garantia para tomar uma linha de crédito. Na lista de desenvolvimento também estão o Pix por aproximação offline, para uso em locais sem internet, desde regiões isoladas a locais sem sinal, como o metrô, por exemplo. E o Pix Duplicata, que está associado ao pagamento de duplicatas escriturais.
O BC também quer lançar a possibilidade de auto-atendimento no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que é usado para restitutir os clientes em caso de fraude ou erro do banco. E deve lançar em dezembro, de forma voluntária, o MED 2.0, que se tornará compulsório em fevereiro do ano que vem. Hoje, no MED tradicional, o BC só consegue rastrear o dinheiro oriundo de fraude quando ele é transferido para uma conta. Ou seja, se depois dessa primeira conta o fraudador passar o recursos para outra, já consegue escapar. Com a versão 2.0, o objetivo é poder aprofundar essa busca em mais níveis.
Izabela Correa, diretora de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, ressaltou que o Pix tem um aspecto de inclusão muito grande. "Quando a gente fala de Pix, está falando de inclusão, transformação, acesso e simplicidade". Ela lembrou que a psicologia e economia comportamental ajudam a explicar porque muitas pessoas esquecem de pagar contas e que o Pix Automático vai ajudar com o controle do orçamento e o planejamento financeiro.