O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção da prisão preventiva do coronel Marcelo Câmara, que foi assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro e também é réu por tentativa de golpe de Estado.
Câmara foi preso preventivamente no mês passado por uma suposta tentativa de interferência no acordo de delação premiada do coronel Mauro Cid, que era o ajudante de ordens de Bolsonaro.
O PGR se manifestou contra um recurso da defesa de Câmara, solicitando sua liberdade. A acusação está amparada em mensagens trocada entre Cid e o advogado de Câmara, Luiz Eduardo Kuntz.
Na avaliação de Gonet, "os trechos insinuam que Marcelo Costa Câmara não apenas conhecia a conversa conduzida por seu advogado, mas dela se beneficiou ao utilizá-la como argumento defensivo".
Procurado, Kuntz disse ao Valor que está "muito preocupado" com a conduta de Gonet no caso. "É uma atuação tão desconexa com os autos de quem deveria ser o fiscal da lei. É de causar espécie", afirmou o advogado.
Ele disse ainda que pretende aguardar o encerramento da atual fase do julgamento para apresentar um novo pedido de relaxamento da prisão de Câmara.
27/07/2025 19:09:27