A Polícia Federal (PF) vai investigar se influenciadores foram contratados para atacar de forma coordenada autoridades e instituições envolvidas na liquidação do Banco Master. Segundo apurou o Valor, a investigação busca saber se os perfis receberam pelas publicações e quem pagou por elas.
Pelo menos 46 perfis em redes sociais teriam atuado em um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central (BC). A campanha já havia sido observada durante o processo de tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), mas cresceu nas últimas semanas, desde que as investigações sobre irregularidades na operação foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu realizar uma inspeção no BC.
caracterizaram ou não eventual ataque coordenado
— A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) chegou a divulgar uma nota afirmando que identificou um “volume atípico” de postagens relacionadas ao setor bancário. Apesar de não citar nominalmente, a entidade se refere à liquidação do Master. A Febraban disse que está analisando se as postagens identificadas .
Na terça-feira (6), o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que instituições e autoridades envolvidas com a liquidação do Master sofreram uma série de ataques nas redes sociais pouco antes da virada do ano. A ofensiva, concentrada em um período de 36 horas, teria sido feita a partir de perfis conhecidos por promover celebridades.
Boa parte dos perfis não tem ligações com assuntos econômicos. Um dos principais alvos deles teria sido Renato Gomes, ex-diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC. A ofensiva também mirou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino.
Ainda na terça, a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, noticiou que influenciadores de direita teriam recebido propostas para difundir em seus perfis nas redes sociais a versão de que o BC havia se precipitado ao decretar a liquidação do Master.
O projeto, batizado de “DV” (as iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Master) teria como objetivo impulsionar a versão de "precipitação" e levantar dúvidas sobre a atuação da autoridade monetária na liquidação.
Pelo menos 46 perfis em redes sociais teriam atuado em um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central
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