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PF afirma que Malafaia orientou Bolsonaro a colocar anistia como condição para reverter tarifaço | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 20/08/2025 às 20:59 · Atualizado há 2 dias
PF afirma que Malafaia orientou Bolsonaro a colocar anistia como condição para reverter tarifaço | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

O pastor evangélico Silas Malafaia, aliado de Jair Bolsonaro (PL), orientou o ex-presidente a adotar um discurso para condicionar a reversão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil à negociação da anistia para os condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.

A informação se refere a uma conversa de WhatsApp entre o líder religioso e o ex-presidente e consta no relatório da Polícia Federal (PF), enviado ao ministro Alexandre de Moraes, para solicitar autorização para realizar operação de busca pessoal e apreensão de celulares contra Malafaia nesta quarta-feira (20). As operações fazem parte do inquérito que investiga a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos e que resultado no indiciamento do parlamentar e do ex-presidente também nesta quarta-feira.

Os áudios foram obtidos a partir da análise dos celulares apreendidos do ex-presidente. Em áudio enviado em 13 de julho, quatro dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% a produtos brasileiros em carta que cita Bolsonaro, Malafaia orienta Bolsonaro a condicionar a suspensão das sanções alfandegárias à “uma anistia ampla e total” e recomenda citar o STF.

“Tem que pressionar o STF dizendo que se houver uma anistia ampla e total, a tarifa vai ser suspensa. Ainda pode usar o seguinte argumento: Não queremos ver sanções contra ministros do STF e suas famílias. Eles se cagam disso! A questão da tarifa é justiça e liberdade, não econômica. Traz o discurso para isso!” “É só resolver a questão da anistia que isso acaba”, completa Malafaia.

Em declarações públicas, Bolsonaro negou ter relação com sanções tarifárias impostas pelos EUA. Em entrevista a jornalistas há um mês, o ex-presidente chegou a questionar se seria "muito" aprovar a anistia se a iniciativa fizesse Trump rever a cobrança.

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