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Pague Menos reverte prejuízo e lucra R$ 40,9 milhões | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 04/11/2024 às 19:10 · Atualizado há 3 dias

A Empreendimentos Pague Menos registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 40,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 23,8 milhões registrado no mesmo período de 2023.

O lucro líquido ajustado — considerando eventos não-recorrentes como baixa de ativo imobilizado, juros de parcelas a pagar e despesas relacionadas à aquisição da Extrafarma — foi de R$ 53,9 milhões no último trimestre, revertendo o prejuízo ajustado de R$ 400 mil do terceiro trimestre de 2023.

O diretor-presidente da Pague Menos, Jonas Marques, aponta que, ao final do terceiro trimestre, foram capturadas 90% das sinergias previstas com a aquisição da Extrafarma, avaliadas em R$ 260 milhões. A expectativa é que o processo de integração seja concluído em dezembro. Até setembro, 111 lojas da Extrafarma foram convertidas, e a rede ainda opera em Amapá, Pará, Maranhão e Ceará.

“Houve muito questionamento se poderíamos crescer por via inorgânica, e provamos que a Pague Menos pode virar uma consolidadora de mercado”, afirmou, ao Valor, o executivo, que completa um ano à frente da companhia no próximo mês.

O foco da Pague Menos em 2025, porém, deve ser a expansão orgânica. Marques afirma que a rede abrirá no ano que vem mais unidades do que a soma de aberturas de 2024 e 2023.

Ao final do terceiro trimestre, considerando dois fechamentos da bandeira Pague Menos e dois fechamentos da Extrafarma, a rede totalizava 1.649 unidades. Não estão previstas novas lojas até o final do ano, de acordo com o relatório de resultados, em razão da estratégia de desalavancagem financeira para 2024.

O nível de alavancagem da companhia, medido pela razão entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ficou em 2,2 vezes no terceiro trimestre. A Pague Menos espera encerrar o ano com o indicador abaixo de duas vezes.

A receita líquida da companhia cresceu 13,6% no comparativo anual, para R$ 3,27 bilhões. Já a receita bruta avançou 13,9% no comparativo anual, para R$ 3,51 bilhões. A companhia atribui o maior faturamento ao avanço de 13,6% do indicador de vendas nas mesmas lojas (SSS), crescimento de 6% no tíquete médio de compras e maior volume de atendimentos.

A operação de Clinic Farma, em que os farmacêuticos atuam a partir de consultas médicas por telemedicina, somou 1,9 milhão de atendimentos. Já o tíquete médio das compras cresceu 5,9%, acima da inflação do período.

As despesas financeiras recuaram 31,4% no comparativo anual, para R$ 82,7 milhões. Jonas Marques afirma que a queda reflete uma gestão de estoques que incluiu campanhas promocionais, renegociação de dívidas com fornecedores e, por último, devolução de produtos às indústrias.

Com isso, o estoque caiu de 114 para 103 dias, o que representa redução de aproximadamente R$ 300 milhões em despesas. “Isso é muito, ainda mais nesse cenário de juros altos”, diz Jonas Marques. Essas medidas, de acordo com o executivo, também contribuíram para a o fluxo de caixa livre de R$ 130 milhões no período.

O Ebitda ajustado consolidado foi de R$ 190,7 milhões, alta de 32,6%, com margem Ebitda ajustada de 5,4%, ganho de 0,7 ponto percentual.

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