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Paes bate boca com Moro e Bretas, e diz que lugar de senador 'será o lixo da história' | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 22/11/2024 às 15:36 · Atualizado há 4 dias
Paes bate boca com Moro e Bretas, e diz que lugar de senador 'será o lixo da história' | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

A publicação do juiz afastado Marcelo Bretas com referências à investigação de um plano de militares para matar autoridades deu origem a um bate-boca virtual entre ele, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o senador Sergio Moro (União-PR), que, a exemplo do colega carioca, ficou conhecido pela atuação em ações da Operação Lava-Jato. No auge da discussão, Paes atacou a atuação de ambos como juízes e disse que Moro será o "lixo da história".

Bretas está afastado de suas funções desde fevereiro de 2023 por suspeita de desvios de conduta quando era juiz. Na quinta-feira (21), ele usou seu perfil nas redes para falar da diferença, de acordo com o Código Penal, entre tentativa e desistência voluntária. O juiz, que ganhou notoriedade ao julgar políticos envolvidos em casos da Lava-Jato no Rio, como Sérgio Cabral, não citou exemplos concretos na sua postagem. Mas a publicação foi feita dois dias depois de a Polícia Federal revelar a existência de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em 2022.

Os envolvidos na suposta trama são citados no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula e manter Jair Bolsonaro (PL) no poder. A PF atribui aos cinco investigados, dos quais quatro militares e um policial federal, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

A diferenciação entre tentativa e a prática de um crime foi usada como argumento dias antes pelos filhos do ex-presidente, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou que "pensar em matar alguém não é crime".

Paes comentou a publicação de Bretas em seu perfil no X: "Delinquente sendo delinquente". Antes que o juiz afastado se manifestasse, Moro entrou na conversa: "Delinquentes eram os seus amigos que ele prende".

O bate-boca continuou hoje, com Paes criticando a atuação dos dois quando juízes, os acusando de fazer política com a toga. "Vocês dois são o exemplo do que não deve ser o Judiciário. Destruíram a luta contra a corrupção graças à ambição política de ambos", afirmou. "Recolha-se à sua insignificância", disse a Moro.


Na tréplica, o senador postou uma foto de Paes, entre o ex-governador Sergio Cabral e Lula. "Quem destruiu o combate à corrupção foram os amigos dos delinquentes. Ou seja, sua própria turma da impunidade. Ofensa de baixo calão não muda os fatos e só mostra quem ou o que você é."

O prefeito não recuou. "Até hoje acho que você não percebeu o mal que fez ao país ao virar ministro do adversário [Bolsonaro] do cara [Lula] que você mandou prender sem provas. (...) Hoje se há impunidade é porque você desacreditou a Justiça. (...) E reafirmo que seu lugar será o lixo da história", afirmou.

Moro condenou Lula em julho de 2017, em uma das ações da Lava-Jato. Em janeiro de 2018, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve a condenação, o que tirou Lula da disputa presidencial daquele ano. Em 1º de novembro de 2018, Moro aceitou o convite de Bolsonaro para ser o ministro da Justiça de seu futuro governo.

O senador, até o momento, não respondeu mais ao prefeito. No início da tarde desta sexta-feira (22), Bretas se manifestou, sem citar nomes. "Eu não discuto com criminosos. Esses tipos dependem de enganar a opinião pública, inclusive tentando desqualificar os agentes públicos responsáveis pelas investigações criminais."

Eduardo Paes, prefeito do Rio — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

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