O ouro encerrou o pregão desta terça-feira em alta, na segunda sessão seguida de valorização após a correção que derrubou os preços do metal precioso na semana passada. A volatilidade e as incertezas geradas pela política tarifária dos Estados Unidos e a retirada do apoio militar americano à Ucrânia impulsionam os contratos futuros do ouro hoje, ao passo em que os investidores se movem em direção a mercados considerados seguros, em detrimento de ativos mais arriscados.
O ouro com entrega prevista para abril negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,67%, a US$ 2.920,60 por onça-troy.
Embora o movimento de hoje não tenha sido particularmente forte, ele vem depois de um salto de quase 2% do metal precioso no primeiro pregão desta semana. O apetite dos investidores por contratos futuros de ouro aumentou diante da aversão a risco que afeta os mercados globais no momento, além do enfraquecimento do dólar em razão da expectativa de crescimento mais fraco (ou até recessão) da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2025.
Além de afetar o crescimento econômico americano, as tarifas do governo de Donald Trump tendem a gerar efeitos inflacionários, um quadro favorável para o ouro, de acordo com Carsten Fritsch, analista de commodities do Commerzbank.
“A perspectiva de taxas de juros mais baixas, juntamente com o aumento dos riscos de inflação, joga a favor do ouro, que não rende juros e é considerado uma proteção contra a inflação. Portanto, o ouro está atualmente recebendo apoio de várias fontes”, diz Menke.
Segundo ele, a recente correção pela qual o metal passou já acabou. Após o ouro tocar a sua máxima histórica na última semana de fevereiro, “investidores especulativos” desfizeram suas posições em meio a uma realização de lucros, o que afetou momentaneamente os preços no mercado futuro, explica o analista do Commerzbank, com base em dados compilados pela Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CTFC).
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