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Ouro fecha abaixo de US$ 3.300 com realização de lucros e apetite por ativos de risco | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 23/04/2025 às 15:07 · Atualizado há 15 horas
Ouro fecha abaixo de US$ 3.300 com realização de lucros e apetite por ativos de risco | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

Os contratos futuros de ouro caíram nesta quarta-feira (23) na medida em que os agentes financeiros estendem o movimento de realização de lucros visto desde ontem, quando o metal bateu a máxima intradiária histórica de US$ 3,509.90. O arrefecimento nas tensões comerciais entre China e Estados Unidos também aumenta o apetite dos investidores pelo risco, que migram para ativos em bolsa no pregão.

No fechamento, os contratos futuros de ouro com vencimento para junho caíram 3,64%, a US$ 3.294,1 por onça-troy, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

“Os investidores otimistas em relação ao ouro parecem estar completamente exaustos no momento, sugerindo que um topo de mercado de curto prazo está estabelecido”, disse Jim Wyckiff, analista da Kitco.

Essa, no entanto, não é a visão do J.P. Morgan. Os economistas do banco americano revisaram ontem suas projeções para cotação do ouro e preveem que o metal precioso poderá chegar a US$ 4.000,0 por onça-troy no segundo trimestre de 2026. Para o final deste ano, a projeção é de US$ 3,675.00.

“O ambiente macroeconômico permanece propício tanto para níveis elevados e sustentados de compras por bancos centrais (900 toneladas previstas para 2025), quanto para uma expansão adicional nas participações de investidores, especialmente de ETFs e da China”, disseram os economistas do J.P. Morgan, liderados por Gregory C. Shearer.

Em relatório, o J.P. Morgan nota que o aumento das probabilidades de recessão, os recentes surtos de volatilidade e alta dos rendimentos dos Treasuries nos EUA, em meio ao aumento das tarifas americanas e à guerra comercial, adicionam um impulso significativo ao investimento em ouro, já que a confiança em outros portos seguros foi abalada.

— Foto: Dario Pignatelli/Bloomberg

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