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Onda de calor na Europa deve diminuir nos próximos dias, mas alívio pode durar pouco | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/07/2025 às 07:49 · Atualizado há 5 horas
Onda de calor na Europa deve diminuir nos próximos dias, mas alívio pode durar pouco | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

A Europa continua enfrentando uma onda de calor intensa nesta quarta-feira (2), e as condições dos próximos dias podem trazer um alívio de curta duração. Autoridades de saúde emitiram alertas vermelhos devido ao clima extremo provocado por um sistema de alta pressão persistente conhecido como cúpula de calor. As informações são da “Bloomberg”.

As máximas diurnas no centro da França podem chegar a 39°C nesta quarta-feira, menos do que o pico de 41,3°C em Nîmes na terça-feira, mas ainda muito acima da média. O país sofre com um calor escaldante desde meados de junho, e o topo da Torre Eiffel permanece fechado para visitantes.

Na Alemanha, o Vale do Alto Reno e a região de Kraichgau também podem chegar a 39°C, de acordo com a meteorologista Deutscher Wetterdienst.

O clima extremo desencadeou alertas de calor em grande parte do continente. As temperaturas podem bater recordes novamente neste verão, à medida que as mudanças climáticas aumentam a intensidade e a frequência das ondas de calor, ameaçando a saúde de milhões e sobrecarregando os sistemas de energia.

O clima quente aumenta a demanda de energia para ar-condicionado e também ameaça a geração nuclear, com o aumento das temperaturas dos rios restringindo os meios de resfriamento dos reatores. Esse é um problema específico na França, que obtém cerca de dois terços de sua eletricidade de sua frota atômica. E na vizinha Suíça, a Axpo Holding AG fechou um reator na usina de Beznau na terça-feira devido ao aquecimento do rio Aare, informou o Il Sole 24 Ore Radiocor.

Embora algumas partes do noroeste e centro da Europa devam ter algum alívio nos próximos dias e na próxima semana, modelos do Centro Europeu de Previsões de Médio Prazo mostram o retorno da alta pressão em meados de julho.

Na Espanha, espera-se que as temperaturas excedam a média de longo prazo durante a maior parte deste mês, segundo dados do Atmospheric G2 e da Bloomberg.

No vizinho Portugal, o clima refrescou, embora vários distritos do interior permaneçam no segundo nível de alerta.

O calor escaldante, causado por uma rajada de ar saariano e amplificado por mares excepcionalmente quentes, fez do mês passado o junho mais quente já registrado no Reino Unido e na Espanha, segundo meteorologistas.

O Reino Unido teve sua primavera mais seca em mais de um século, enquanto a precipitação de janeiro a junho em Potsdam, Alemanha, foi a mais baixa desde pelo menos a década de 1890, de acordo com o Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático.

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