O Nubank lançou um novo cartão Mastercard black para seu segmento de alta renda, o Ultravioleta. O produto traz uma série de vantagens em relação ao modelo antigo e foi elaborado após uma pesquisa com os clientes, segundo a CEO do Nubank no Brasil, Lívia Chanes.
"Nós dobramos o número de clientes Ultravioleta no último ano, com um índice de satisfação bastante elevado, comparável ou até superior a quem já está no mercado há muito tempo", comentou ela em evento de lançamento do novo cartão.
O Nubank não abre detalhes sobre o Ultravioleta, mas diz que o número de clientes de alta renda é de 3 milhões (nem todos são Ultravioleta).
Para quem já é cliente Ultravioleta, o Nubank vai manter por mais um ano os critérios atuais do programa, com mensalidade de R$ 49, mais isenção para quem gasta acima de R$ 5 mil por mês no cartão, ou tem pelo menos R$ 50 mil investidos. Após esse prazo, eles terão as mesmas condições dos novos clientes: mensalidade de R$ 89, com isenção para gasto acima de R$ 8 mil ou investimentos acima de R$ 50 mil. Os clientes antigos do Ultravioleta também deixarão de ter, a partir de 30 de setembro, a possibilidade de investimento com rendimento de 200% do CDI.
Segundo Ally Ahearn, diretora do segmento Nubank Ultravioleta, o banco entendeu que os outros benefícios que estão sendo incluídos estão mais aderentes ao que os clientes desejam. "Com o CDI, ele deixava o dinheiro parado lá". O novo cartão dará 2,2 pontos por dólar gasto ou 1,25% de cashback, o que o cliente escolher, que caem na mesma hora na conta, sem precisar esperar o fechamento da fatura.
Também haverá integração com programas de milhas de Azul Fidelidade, Latam Pass e Smiles. Na plataforma Nu Viagens, de compra de passagens e hotéis, o cliente Ultravioleta ganhará 9 pontos por dólar ou 5% de cashback.
Impactos da Lei Magnitsky
O Nubank também zerou o IOF em compras internacionais com o cartão, com spread de 3,5%. Na conta global, o spread é zerado. Além da sua sala VIP própria no Aeroporto de Guarulhos (SP), agora, o Nubank fez um acordo com a Priority Pass e dará quatro acessos a salas VIP por ano. Questionada sobre os possíveis impactos da Lei Magnitsky, Chanes comentou que o Nubank ainda avalia a situação, mas que vai cumprir todas as legislações internacionais. "Até o momento não tem nenhuma ação requerida do nosso lado."