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Negociação com chinesa Sinoma não evolui, e Aeris não descarta novo sócio | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 26/03/2025 às 09:26 · Atualizado há 5 dias
Negociação com chinesa Sinoma não evolui, e Aeris não descarta novo sócio | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

As negociações para uma possível aquisição da fabricante de pás eólicas Aeris Energy pela chinesa Sinoma Blade não avançaram, mas os executivos da empresa não descartam a entrada de um novo sócio estratégico para ajudar a empresa a atravessar a crise financeira.

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A informação foi confirmada pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Aeris, José Azevedo, em entrevista exclusiva para tratar dos resultados do quarto trimestre de 2024. No início de novembro de 2024, a família Negrão, fundadora e controladora da Aeris, recebeu da chinesa uma oferta não vinculante pelo controle da empresa. A proposta não andou.

A entrada de um novo investidor pode ser uma alternativa para reforçar o caixa e equilibrar a estrutura de capital da companhia, que atravessa um dos períodos mais delicados por conta de uma crise do setor eólico no Brasil.

“Tudo depende de quanto esse investidor está disposto a pagar”, afirmou o executivo, ao comentar sobre o interesse de potenciais parceiros.

No quarto trimestre de 2024, a empresa teve um prejuízo de R$ 833 milhões, resultado impactado principalmente por um efeito contábil de “impairment” (baixa contábil) de R$ 751 milhões, decorrente da perda de contratos com três grandes clientes: Siemens Gamesa, Nordex e WEG.

Com a retração de contratos e aumento do endividamento, a Aeris vê sua alavancagem disparar, atingindo 8,6 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, o que representa uma dívida líquida de R$ 1,18 bilhão.

Para ganhar fôlego, a companhia acertou um acordo de “standstill” (interrupção momentânea de pagamentos) com debenturistas, válido por até 60 dias. O mesmo será negociado com os bancos credores. A medida suspende vencimentos e ações de cobrança durante esse período, permitindo à Aeris concluir um reperfilamento da dívida até o fim do primeiro trimestre de 2025.

Apesar do momento crítico, o executivo frisa que a família controladora do negócio acredita em sua capacidade de se reestruturar. “Ninguém põe dinheiro na companhia e um ano e meio depois diz que não está bom e ir embora”, afirma. “Isso é uma coisa momentânea, pois sabemos que o mundo não vai ficar sem energia eólica”, frisa Azevedo.

Em paralelo à renegociação das dívidas, a Aeris segue apostando na diversificação de receitas, com crescimento no segmento de serviços e manutenção, e um avanço relevante nas exportações, que ganharam peso relevante na receita do último trimestre de 2024.

Já a notícia de que a GE Vernova vai encerrar as operações da fábrica de pás eólicas de sua subsidiária LM Wind Power em Suape (PE), devido à queda na demanda no mercado latino-americano, pode ser positiva para a Aeris, que fica como única fabricante deste tipo de equipamento no Brasil.

No quarto trimestre de 2024, a empresa teve um prejuízo de R$ 833 milhões, resultado impactado principalmente por um efeito contábil de “impairment” — Foto: Divulgação

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