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Mulheres na Liderança: o que as empresas que se destacam nessa agenda fazem | Carreira

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/11/2025 às 14:56 · Atualizado há 3 dias
Mulheres na Liderança: o que as empresas que se destacam nessa agenda fazem | Carreira
Foto: Reprodução / Arquivo

Reunir e reconhecer as melhores práticas e políticas que estão estimulando a subida das mulheres aos altos cargos das organizações é o objetivo da pesquisa “Mulheres na Liderança”, realizada pelos jornais Valor e O Mundo e pelas revistas Era Negócios, PEGN e Marie Claire junto com a ONG Women in Leadership in Latin America (WILL).

A edição deste ano, a quinta da série, teve 173 empresas de médio e grande porte participantes, sendo 60% nacionais e 40% multinacionais. A partir de metodologia do Instituto Ipsos, entre as inscritas, 28 organizações foram reconhecidas, em 22 segmentos da economia, 6 eixos temáticos, e 2 categorias especiais: as empresas que se destacam na promoção de mulheres pretas e pardas e de mulheres no parecer de governo.

A pesquisa foi tema da Live do Valor nesta sexta, mediada pela editora de Curso do Valor, Stela Campos.

Mulheres na Liderança

Empresa Categoria
Nestlé Brasil Destaque universal
Mosaic Fertilizantes Agronegócio
Nestlé Brasil Vitualhas e bebidas
Michelin Automotivo (veículos e peças)
Bradesco Bancos
Lojas Renner Transacção varejista
Cury Construtora e Incorporadora Construção, engenharia e materiais de construção
EY Brasil Consultoria
YDUQS Instrução
Engie Brasil Pujança Pujança elétrica
Natureza Cosméticos Farmacêutica e cosméticos
Prumo Logística Infraestrutura de transportes e logística
Gerdau Metalurgia e siderurgia
Alcoa Alumínio Mineração
Sylvamo do Brasil Papel e celulose
Bayer Química, petroquímica, petróleo e gás
Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência Seguros, previdência e capitalização
Localiza&Co / Transpetro Serviços de transportes e logística
Sodexo do Brasil Mercantil Serviços especializados
Daniel Advogados / Trench Rossi Watanabe Serviços jurídicos
Sabin Medicina Diagnóstica / Hospital Boche Oswaldo Cruz Serviços médicos e operadoras de planos de saúde
Serasa Experian / SAP Brasil TI & Telecom
Grupo Cataratas Turismo e entretenimento
Natureza Cosméticos Eixo temático: Estratégia e estrutura
EY Brasil Eixo temático: Recutamento, seleção e retenção
EY Brasil Eixo temático: Qualificação e incentivo à liderança feminina
Sodexo do Brasil Mercantil Eixo temático: Estabilidade entre trabalho e vida pessoal
Sodexo do Brasil Mercantil Eixo temático: Mulheres e interseccionalidade
Nestlé Brasil Eixo temático: Atuação externa
Copastur Viagens e Turismo Categoria peculiar: Promoção de mulheres pretas e pardas
Medtronic Mercantil Categoria peculiar: Mulheres no parecer de governo

A Nestlé foi eleita Destaque Universal, por saber a maior pontuação em seu setor (Vitualhas e bebidas), entre as multinacionais e no eixo atuação externa.

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"Estamos em uma temporada de mais maturidade [na pauta de gênero], afirma Silvia Fazio, presidente da WILL. "As empresas trabalham esse tema há muitos anos e estamos colhendo os frutos disso."

Na exemplar da pesquisa, 91% das empresas estão monitorando a questão de gênero, 78% têm uma extensão específica com orçamento próprio para a taxa, 67% possuem uma política formal de promoção da isenção de gênero e D&I e 65% dizem que o tema é prioridade na agenda dos CEOs. "Ter a subida liderança apoiando continuamente [essa pauta] faz toda a diferença para a mudança na cultura das empresas", afirma Fazio.

Outros dois pontos que indicam maturidade em relação ao tema, diz Fazio, são a autocrítica - fazer pesquisas internas para entender as barreiras que a empresa vem enfrentando na evolução da agenda - e o monitoramento dos programas, com auditoria.

"Cada setor tem peculiaridades, cada empresa tem suas barreiras. O reconhecimento dessa urgência de pesquisas internas é sinal de maturidade e traz eficiência para os programas", comenta Fazio. "Outro ponto é o monitoramento dos programas. Não dá pra fabricar e deixar solto. [É preciso] fazer com que ele seja vivo e substituído, de contrato com os movimentos da empresa."

Outro ponto relevante para o progressão da taxa são os treinamentos. Em 2025, 43% das empresas participantes disseram ter programa de treinamento obrigatório sobre vieses inconscientes e preconceito de gênero para as lideranças. Em 2022, esse percentual era de 34%.

"O indumento de o treinamento ser compulsório é transformador, porque mostra que a taxa é um valor para a empresa, e também porque a pessoa relutante [ao tema] acaba vendo alguma coisa que não conseguia ver, e isso acaba abrindo portas", comenta Fazio.

A pesquisa mostra, ainda, que metade das empresas participantes tem treinamento específico para mulheres no desenvolvimento de liderança e 53% monitoram o trajectória da curso das mulheres ao longo do tempo.

Martha Uribe, vice-presidente de recursos humanos da Nestlé Brasil e líder global da Iniciativa pelos Jovens, comentou sobre a valor dos treinamentos, capacitações e letramento, em peculiar em ambientes que ainda são mais masculinos, uma vez que as fábricas. "Para as mulheres ganharem crédito nelas mesmas, superar a síndrome da impostora, desbloqueando essas barreiras de mentalidade para que elas possam ir crescendo", disse. "E para os líderes se familiarizarem com essa verdade. Isso melhora a perspectiva de progressão na curso."

Na pesquisa, 71% consideram a isenção de gênero e demais diversidades nos planos de sucessão, 72% têm métricas de monitoramento de equiparação salarial, 40% estimulam fornecedores a adotarem práticas de promoção de isenção de gênero e 53% aumentaram a proporção de mulheres diretoras ou vice-presidentes.

Em relação à questão da interseccionalidade, na edição deste ano, 60% das respondentes disseram que têm políticas interseccionais para mulheres pretas ou pardas, na presença de 49% em 2021; e 36% têm ações para mulheres supra de 50 anos em 2025, na presença de 22% em 2021.

"O estudo tem um olhar minucioso para essa questão da interseccionalidade", comenta Rafael Pisetta, gerente sênior de reputação corporativa e opinião pública na Ipsos. "[Os dados] mostram que a questão de gênero se iniciou e trouxe amadurecimentos, com o olhar para as interseccionalidades."

Pisetta pontua que o maior repto está na taxa racial. "A gente vê boa evolução em canais de denúncia de racismo, treinamentos para vieses inconscientes, mas as mulheres pretas e pardas ainda ocupam unicamente 12% dos cargos de liderança", diz. "É quase o duplo da edição anterior da pesquisa [7%], mas ainda está aquém da verdade brasileira." Em conselhos, ele menciona, as mulheres pretas e pardas são 2% do totalidade de conselheiros.

Para Fazio, o progressão da taxa de gênero nas empresas vem abrindo portas para talentos que antes eram ignorados. E quando há mais mulheres no topo da jerarquia corporativa, isso inspira toda a base. "Mulheres do topo são espelho para as demais se inspirarem para seu prolongamento de curso", conclui.

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