O Morgan Stanley planeja cortar cerca de 2.000 funcionários no final deste mês, na primeira grande redução da força de trabalho sob o comando do CEO Ted Pick.
Os cortes ocorrerão em diversas áreas da empresa, com exceção de seus cerca de 15.000 consultores financeiros, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. O plano de demissões do banco, que conta com cerca de 80.000 funcionários, foi posto em prática antes da recente turbulência do mercado, disseram as fontes.
A mudança visa manter os custos sob controle, já que os executivos lidam com baixa rotatividade em suas equipes. Um porta-voz do banco, sediado em Nova York, não quis comentar sobre o assunto.
Os cortes do Morgan Stanley se somam a uma série de reduções da força de trabalho em Wall Street, já que os líderes navegam em uma perspectiva econômica incerta. O rival Goldman Sachs recentemente antecipou seu corte anual para o início de 2025, com planos adicionais de cortar de 3% a 5% da equipe nesta primavera nos EUA.
Depois que Donald Trump venceu a eleição presidencial dos EUA em novembro do ano passado, os banqueiros previram um aumento na atividade econômica, mas, até agora, isso não se materializou, pois os clientes enfrentam tarifas e outras mudanças de política. No início desta semana, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que não está preocupado com a queda do mercado que retirou trilhões de dólares dos índices de ações, acrescentando que “as correções são saudáveis, são normais”.
O copresidente do Morgan Stanley, Dan Simkowitz, disse em uma conferência na terça-feira (18) que os anúncios de fusões e aquisições e novas emissões de ações estão “certamente em pausa”. Ainda assim, a empresa está “adicionando efetivo real” em níveis seniores do banco de investimento em antecipação a uma recuperação dos mercados de capitais, declarou ele.
Alguns dos próximos cortes estão vinculados ao desempenho, enquanto outros são o resultado de mudanças na localização de alguns de seus funcionários. Uma pequena parcela reflete o impacto da inteligência artificial e da automação dentro do banco — uma dinâmica que impulsionará uma parcela crescente de reduções de empregos nos próximos anos, disse uma das fontes.
As ações do Morgan Stanley caíram 6% até agora neste ano, o pior desempenho entre os principais bancos dos EUA. Pick assumiu como CEO no início de 2024 e acrescentou a função de presidente do conselho no início deste ano. Ele manteve, em grande parte, a estratégia elaborada por seu antecessor, James Gorman, que comandou a instituição por mais de uma década.
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