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Monitor do PIB avança 0,6% em novembro, mas dá sinais de desaceleração, aponta FGV Ibre | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 17/01/2025 às 14:50 · Atualizado há 1 dia
Monitor do PIB avança 0,6% em novembro, mas dá sinais de desaceleração, aponta FGV Ibre | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

O Monitor do PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), registrou alta de 0,6% da atividade econômica em novembro de 2024, ante outubro. Na comparação com novembro de 2023, a alta foi de 3,4%. O crescimento no trimestre encerrado em novembro de 2024, ante igual período de 2023, foi de 4,3%, o mais intenso desde maio de 2023 (4,5%).

Coordenadora da pesquisa, Juliana Trece afirma que o resultado é positivo, pela continuidade do crescimento, mas que é possível ver sinais de que a desaceleração da atividade econômica esperada desde o início de 2024 pode ter chegado.

“Não é algo alarmante nem preocupante, mas é possível ver alguns sinais de segmentos importantes com dificuldade de manter o ritmo de crescimento, como serviços e consumo das famílias. Desde o início do ano passado havia expectativa de que economia ia desacelerar, mas essa desaceleração não veio. É natural alguma desaceleração, a economia não está ruim. O crescimento persiste, embora com sinalizações de possíveis esgotamentos”, diz a economista.

O coordenador do Núcleo de Contas Nacionais (NCN) do FGV Ibre, Claudio Considera, também vê sinais de uma economia em desaceleração, mas que permanece em crescimento. O crescimento em 2024, afirma, deve ter sido de 3,5% e ficará acima dos 2% em 2025.

Claudio Considera, do IBRE/FGV — Foto: Leo Pinheiro/Valor
“Devemos ter uma desaceleração [da alta do PIB], mas não acredito em uma taxa de menos de 2%, o que é um crescimento bom depois de um ano de 2024 glorioso”, diz.

No resultado de novembro do Monitor do PIB, os sinais de desaceleração citados pelos economistas do FGV Ibre aparecem especialmente em serviços e no consumo das famílias, segmentos que têm sido responsáveis por impulsionar a atividade econômica. Pelo segundo mês seguido o setor de setor de serviços ficou estável, com variação nula. O comportamento do consumo das famílias foi semelhante, com variação de -0,1% em outubro e estabilidade em novembro, na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal.

No resultado trimestral encerrado em novembro, ante igual período de 2023, o consumo das famílias cresceu 5,7%, abaixo dos 5,9% do trimestre até outubro. “O consumo das famílias parece ter chegado a um pico em outubro e novembro ser o início dessa desaceleração, mas é preciso aguardar”, afirma.

Na avaliação de Trece, os números ainda não refletem a trajetória de alta das taxas de juros da economia, iniciada em agosto pelo Banco Central. “Existe uma defasagem e acho que pelo dado do Monitor do PIB de novembro não consegue ver reflexo de juros. É mais uma questão de perda de fôlego”, aponta.

Uma preocupação de Trece, no entanto, é a trajetória dos investimentos, que aponta desaceleração antes mesmo do efeito da alta de juros. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – medida dos investimentos no PIB – teve alta “expressiva” de 2,8% em novembro, ante outubro. Pelo Monitor do PIB, a taxa de investimento em novembro de 2024 foi de 17,6%, o terceiro mês seguido de recuo após atingir 18,1% do PIB em agosto.

“O Brasil recuperou um pouco a taxa de investimentos em 2024. Em novembro, apesar de ser uma das maiores dos últimos dois anos, é possível notar uma tendência declinante desde agosto de 2024. E isso antes mesmo de qualquer efeito de juros”.


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