O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que quer instituir um grupo de trabalho para debater e analisar a metodologia que define a taxa de juros do crédito consignado. De acordo com o ministro, a iniciativa vai garantir previsibilidade aos aposentados e ao setor bancário.
“Eu já falei isso outras vezes, ainda quando era secretário, que a gente pudesse constituir, aqui, um grupo de trabalho para aprofundar as planilhas apresentadas pelos bancos”, disse o ministro.
Para que o debate ganhe os contornos técnicos necessários, o ministro disse que faz questão de deixar cadeiras à disposição de entidades e ministérios, como a Casa Civil, o Ministério do Planejamento e o Ministério da Fazenda, além da Dataprev.
De acordo com Queiroz, o ex-ministro da Previdência Social Carlos Roberto Lupi, queria deixar as cadeiras do colegiado a cargo dos membros da Pasta, mas ele prefere outra abordagem.
“Eu acho que é mais construtivo que a gente traga os organismos do governo, dos outros ministérios, para que eles também participem dessa discussão, que é a discussão da política previdenciária nacional, por meio do seu órgão, da sua instância máxima, que é esse conselho”, disse o titular da Pasta da Previdência Social.
Ainda segundo Queiroz, com o grupo de trabalho será possível fazer a análise dos juros de forma permanente.
“Que todos juntos consigamos estabelecer, aqui, uma equação que possa fazer essa análise dos juros de forma permanente, sem precisar se deter a um indicativo apenas. Ou seja, cada vez que a taxa de juros flutuar para mais ou para menos, vai existir um gatilho que já está previamente determinado e que vai fazer o ajuste necessário”, ressaltou.
Na avaliação do ministro, o teto dos juros do crédito consignado não pode continuar sendo um entrave para o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), responsável por definir esse limite.