A Meta informou nesta quarta-feira (4) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já cumpriu a ordem para bloquear os perfis da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) no Facebook e no Instagram.
Na manhã desta quarta, Moraes determinou a prisão preventiva da parlamentar, a inclusão do nome de Zambelli na lista de difusão vermelha da Interpol, e o bloqueio de contas bancárias e bens da deputada. A decisão foi tomada porque Zambelli deixou o Brasil após ser condenada pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão por invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Moraes Também ordenou que fossem excluídos perfis em redes sociais, entre eles uma conta utilizada pelo filho e outra pela mãe de Zambelli. Um dos perfis era da deputada, mas teria sido transferido para a sua mãe.
"Recentemente, a Meta Platforms tomou conhecimento da ordem judicial determinando o fornecimento de dados cadastrais, a preservação integral do conteúdo e o bloqueio das contas de usuários das plataformas Facebook e Instagram. Referida ordem foi devidamente processada, tendo sido realizada a indisponibilização das contas e a preservação dos conteúdos disponíveis", disse a Meta.
A empresa também afirmou que "continuará cumprindo a tempo e a contento com ordens emanadas" por Moraes. "A Meta Platforms fica à disposição para fornecer dados de outros administradores, inclusive a partir da URL de conteúdo específico, caso assim seja determinado judicialmente", prosseguiu.
Zambelli classificou como “ilegal, inconstitucional e autoritária” a decisão do ministro do STF, em especial por ter atingido contas utilizadas pela mãe e pelo filho da parlamentar. “Com isso, [Moraes] não atacou apenas a deputada ou a cidadã Carla Zambelli. Ele atacou uma mãe", disse.