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Manhã no mercado: Boletim Focus, discussão fiscal e exterior devem guiar ativos domésticos | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/01/2025 às 08:25 · Atualizado há 2 dias

Após a divulgação do IPCA na sexta-feira, que estourou o centro da meta (3%) e o teto de tolerância (4,5%) ao atingir 4,8% em 2024, os investidores permanecem atentos ao Boletim Focus nesta segunda-feira. O mercado também deve repercutir as declarações do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, de que o governo deve adotar outras ações para manter o arcabouço fiscal em 2025.

O número 2 da pasta afirmou que novos cortes de despesas devem ser discutidos depois de o Congresso aprovar o Orçamento de 2025, em entrevista ao jornal “O Globo”. Entre elas estariam os limites aos “supersalários” e a aprovação da idade mínima de aposentadoria aos militares em 2025. Mas até que retornem as discussões sobre novas medidas fiscais, permanece a avaliação entre os participantes do mercado de aumento de riscos inflacionários diante da insuficiência do ajuste realizado pelo governo.

“A percepção generalizada na economia é que a inflação está em outro patamar, afirmou Tomás Goulart, economista-chefe da Novus Capital, que projeta 6% para o IPCA ao fim deste ano. É nesse ambiente em que o mercado deve acompanhar as declarações do diretor de política econômica do Banco Central (BC), Diogo Guillen, em “live” organizada pela Bradesco Asset Management, às 10h.

Além dos dados de inflação no Brasil, os números de emprego nos Estados Unidos pressionaram os ativos domésticos na sexta-feira passada. A criação de postos de trabalho no fim de 2024 nos Estados Unidos superou muito as estimativas e levou a uma reprecificação do ciclo de flexibilização monetária do Federal Reserve (Fed). Assim, o mercado vê cada vez menos espaço para redução dos juros em 2025 e avalia que o banco central pode, inclusive, deixar as taxas paradas ao longo do ano.

Por volta das 8h, o rendimento dos Treasuries de 10 anos subia para 4,788%, ante 4,688% do fechamento anterior, e o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,32%, aos 109,99 pontos. Já os futuros das bolsas de Nova York operavam em queda firme.

Nesse sentido, é com ansiedade que os agentes aguardam os dados de inflação nos EUA medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro, na quarta-feira, em meio a um mercado de trabalho aquecido e a possibilidade do protecionismo tarifário de Donald Trump.

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