Em discurso a uma comissão criada depois que Washington passou a enviar navios de guerra ao Caribe, Maduro afirmou que não quer uma guerra no Caribe e na América do Sul, à medida que as tensões na região aumentaram desde o início das operações de combate a drogas dos EUA na região.
“Não aos golpes de Estado dados pela CIA, que tanto nos lembram os 30 mil desaparecidos pela CIA nos golpes de Estado contra a Argentina”, disse Maduro. “Até quando golpes de Estado da CIA? A América Latina não os quer, não os necessita e os repudia. Digo ao povo dos EUA: não à guerra.”
Mais cedo, Trump disse que autorizou a CIA a conduzir ações na Venezuela, justificando a medida pelo envio de drogas do país latino aos EUA. Apesar disso, a estratégia, segundo o The New York Times, é do secretário de Estado, Marco Rubio, com a ajuda do diretor da CIA, John Ratcliffe, com o objetivo de tirar Maduro do poder.
Com a autorização em mãos, a CIA pode realizar operações na Venezuela, conduzir incursões no Caribe e tomar medidas secretas contra Maduro ou seu governo. Não há informações sobre se o órgão do governo americano planeja algum tipo de operação na Venezuela. Trump não confirmou uma eventual operação.