A fabricante de material de construção Eternit registrou no segundo trimestre um lucro líquido de R$ 30,6 milhões, aumento de 161,9% sobre o mesmo trimestre de 2024.
A receita líquida da companhia somou R$ 280,1 milhões no período, crescimento de 1,5% em um ano. A margem bruta ficou em 25,7%, avanço de 3,9 pontos percentuais, puxada pela retomada das vendas de crisotila, o amianto, explica a diretora-financeira Carisa Cristal.
De abril a junho, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebita, na sigla em inglês) somou R$ 42,6 milhões, alta de 25,9%, com margem de 15,2%, avanço de 2,9 pontos. O Ebitda recorrente foi de R$ 34,7 milhões, crescimento de 122,2%, com margem de 12,4%, avanço de 6,7 pontos percentuais em um ano. Cristal afirma que a melhora no indicador teve efeito d uma redução de despesas gerais e administrativas, que caíram 8% em um ano.
O resultado positivo do período foi puxado pelo crescimento da exportação da crisotila. Foram 47,2 mil toneladas comercializadas, crescimento de 15,3% ante o segundo trimestre de 2024.
A Eternit não tem exposição relevante ao mercado dos Estados Unidos e, por isso, não deve ser afetada diretamente pela tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump, afirma o diretor-presidente Rodrigo Angelo Inácio.
O segmento de sistemas construtivos, desenvolvido com placas cimentícias e uma das apostas da Eternit para não depender tanto do amianto, teve leve alta de 0,9% em um ano, para 6,1 mil toneladas vendidas. Segundo Inácio, o resultado não foi melhor porque a empresa estava religando uma máquina, o que comprometeu o desempenho no início do trimestre. “Mas as vendas estã com ritmo crescente e acelerado”, afirma. “Tende a ter boa performance daqui para a frente”.
Já as telhas de fibrocimento somaram 144,6 mil toneladas comercializadas, queda de 5,6%. As telhas de concreto caíram 43%, para 1,1 milhão de peças. No entanto, Inácio classifica o segmento como “produto marginal” para a empresa. “Temos estudado a viabilidade da linha, ainda não temos uma decisão”, acrescenta Cristal.
A dívida líquida da Eternit subiu 1% em um ano, para R$ 145,5 milhões. A relação da dívida líquida sobre o Ebitda recorrente, no entanto, caiu, de 1,56 vez para 1,43 vez.
No acumulado do semestre, a fabricante atingiu R$ 19,9 milhões em lucro líquido, crescimento de 66,5% sobre a primeira metade de 2024. A receita subiu 3,8%, para R$ 563,5 milhões. O Ebitda recorrente foi de R$ 38,2 milhões, alta de 17,5%, com margem de 6,8%, avanço de 1 ponto percentual.