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Líder supremo do Irã vê seu entorno se esvaziar | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 17/06/2025 às 11:19 · Atualizado há 48 minutos

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, se vê cada vez mais solitário, à medida que os ataques de Israel mataram alguns de seus principais conselheiros militares e de segurança, deixando uma lacuna em seu entorno, segundo apuração da agência “Reuters”.

Segundo uma pessoa próxima de Khamenei, que participa regularmente de reuniões com o aiatolá, esse “vácuo” deixado pelos conselheiros mortos abriu margem para riscos de erros estratégicos “extremamente perigosos” em questões de defesa e estabilidade interna do Irã.

Desde o início da guerra entre Israel e Irã, na última sexta (13), vários dos comandantes militares do alto escalão iraniano foram mortos, incluindo o comandante-geral da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, o chefe aeroespacial Amir Ali Hajizadeh, também responsável pelo programa de mísseis balísticos, e o chefe de inteligência Mohammad Kazemi.

Os três faziam parte do grupo de conselheiros do aiatolá, composto por cerca de 15 membros, que inclui também clérigos e políticos. O grupo se reúne conforme a necessidade, sendo convocado pelo gabinete de Khamenei para debater decisões e informações importantes. Todos os membros são caracterizados por “lealdade inabalável” tanto ao líder quanto à ideologia do Irã, afirmam as fontes.

A palavra final é sempre do aiatolá, apesar dele valorizar a opinião dos conselheiros e seus diversos pontos de vista, segundo a “Reuters”.

As fontes ressaltam que outros aliados do líder iraniano, que ainda não foram alvos dos ataques, seguem influentes. Esses conselheiros surgem a partir da designação de Khamenei para lidar com questões a medida que elas surgem. Dessa forma, seu governo não se envolve somente em grandes decisões de Estado, mas também em iniciativas menores.

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