Yahya Sinwar, o líder do Hamas que supostamente planejou e executou os atentados que deixaram cerca de 1.200 israelenses mortos em 7 de outubro de 2023, foi morto por soldados de Israel em treinamento numa operação de patrulha rotineira, informou, nesta quinta-feira (17), o diário americano “The New York Times”, citando anonimamente quatro oficiais israelenses.
“Por mais de um ano, o sistema de segurança de Israel, apoiado pelos EUA, dedicou vastos recursos e reuniu montanhas de dados em sua busca por Sinwar”, destacou o jornal. “Mas, no final, uma unidade de soldados em treinamento encontrou inesperadamente Sinwar durante uma patrulha no sul de Gaza.”
O local onde os soldados trocaram tiros com um grupo de suspeitos era, aparentemente, improvável para encontrar o líder de campo do Hamas. As inteligências israelense e dos EUA avaliavam que Sinwar estava escondido no subsolo, na intrincada rede de túneis aberta sob o enclave, cercado de reféns israelenses usados como escudos humanos.
Os soldados — apoiados por drones — se envolveram em um tiroteio, e três militantes palestinos foram mortos. Durante a troca de disparos, o fogo israelense derrubou parte de um prédio onde os militantes estavam abrigados, disseram dois oficiais.
Quando a poeira baixou e eles começaram a vasculhar o prédio, os soldados israelenses notaram que um dos corpos tinha uma semelhança chocante com o líder do Hamas, disseram os três oficiais.
A confirmação da morte do líder só veio horas após o confronto, quando saíram os resultados de um exame de DNA.