A fabricante de tecidos Teka teve decretada nesta semana sua “falência continuada”, ou seja, a empresa continua funcionando até que o patrimônio seja liquidado, para que todos os credores sejam pago. A Justiça catarinense acatou, com isso, pedido feito pela administradora judicial da empresa, que está em recuperação judicial há 13 anos com dívidas da ordem de R$ 4 bilhões.
O fundo Alumni, da gestora Buriti, acionista da empresa, que já tinha se colocado contra o pedido de falência, vai recorrer, segundo apurou o Valor. A alegação é de que a Teka é lucrativa e economicamente viável.
Segundo a decisão, o juiz Uziel Nunes de Oliveira aponta que a falência continuada tem como um dos objetivos a manutenção dos cerca de 2 mil empregos. “Crucial reconhecer que manter a empresa em operação durante o processo de falência é medida que preservará o valor dos ativos de forma mais eficaz do que simplesmente somando os ativos inertes. Isso, sem dúvida, maximiza o valor total dos ativos”, conforme o documento. Frisa, assim, que manter a atividade da empresa aumentará a possibilidade de aquisição dos ativos por terceiros.
“Manter a empresa em funcionamento permitirá a preservação do patrimônio sem custos adicionais para a massa falida que, de outra forma, teria que arcar com despesas de segurança, funcionários e materiais para a manutenção do parque fabril, gerando uma economia considerável”.
A Buriti entrou no capital social da Teka comprando ações em bolsa, no ano passado, e detém, atualmente, cerca de 37% das ações preferenciais e 25% de participação total. A Teka é listada na B3, hoje com um valor de mercado de aproximadamente R$ 14 milhões.