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Justiça argentina vai investigar envolvimento de Milei em escândalo de criptomoedas | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 17/02/2025 às 17:25 · Atualizado há 3 dias
Justiça argentina vai investigar envolvimento de Milei em escândalo de criptomoedas | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

A denúncia contra o líder argentino foi feita no fim de semana pelo economista Claudio Lozano, líder do partido Unidade Popular, que acusou o presidente de participar de uma “associação ilícita” que cometeu uma "mega fraude", afetando dezenas de milhares de pessoas, com perdas superiores a US$ 4 bilhões.

Milei foi denunciado por militantes políticos e advogados na justiça penal por ter promovido na sexta-feira em sua conta no X (Twitter), a criptomoeda LIBRA, que chegou a quintuplicar de valor antes de despencar, provocando enormes prejuízos a milhares de investidores.

Postagem do presidente argentino, Javier Milei — Foto: Reprodução/X

A denúncia de Lozano solicita a "intervenção e perícia na plataforma X para preservar o conteúdo da conta do presidente, incluindo registros dos tweets apagados", além da busca e apreensão na residência presidencial para confiscar todos os dispositivos eletrônicos.

Antes da queda repentina do valor da moeda, Milei publicou no X (Twitter) que a nova criptomoeda tinha o objetivo de "incentivar o crescimento da economia, financiando pequenas empresas e empreendimentos".

O valor da moeda teve forte crescimento após a publicação do presidente, porém à medida que cresciam as suspeitas de que LIBRA poderia ser um golpe e as críticas contra Milei se intensificaram, o presidente anunciou que decidiu parar de divulgar o "empreendimento privado" com o qual — segundo ele — não tinha vínculo.

"Não estava ciente dos detalhes do projeto e, após me informar, decidi não continuar promovendo (por isso apaguei o tweet)", disse Milei nas redes sociais.

O gabinete do presidente argentino publicou uma mensagem nas redes sociais na noite de sábado tentando desvincular Milei da LIBRA e anunciando a "intervenção imediata" da Secretaria de Anticorrupção, para investigar o caso.

Javier Milei — Foto: Eraldo Peres/AP
Javier Milei — Foto: Eraldo Peres/AP

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