Seis anos e sete meses depois do assassinato de Marielle e Anderson, os dois ex-PMs se sentam pela primeira vez no banco dos réus. O júri popular, formado por sete homens, deve decidir nesta tarde se Lessa e Queiroz cometeram duplo homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, embosca e dificultar defesa das vítimas — e pela tentativa de assassinato de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que sobreviveu ao ataque que matou a parlamentar e o motorista.
A sessão de ontem foi suspensa pela juíza Lucia Glioche, que conduz o julgamento, a pedido dos jurados. O primeiro dia de audiência ficou marcado pelo pedido desculpas à família das vítimas feito por Lessa no mesmo tom de voz em que admitiu ter focado concentrar os tiros em Marielle. A fala foi considerada cínica pelos parentes e amigos da vereadora e de Anderson.
Nesta quinta, o tribunal retoma com o debate da acusação e defesa. Cada parte terá duas horas e meia para fazer a sustentação oral. Em seguida, a juíza faz a leitura dos quesitos, isto é, as perguntas que os jurados deverão responder. Depois, o júri se reunir para responder as perguntas e dar a sentença. A condenação será anunciada ao final.
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